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Uma boa ideia para comunicação… 20/setembro/2012

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Gostei da iniciativa. Uma boa ideia para comunicar uma causa importante.

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Khan Academy, uma iniciativa interessante 31/janeiro/2012

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Quem ler a edição desta semana da revista Veja vai conhecer Salman Khan, um sujeito normal que, como tantas pessoas mundo afora, estava frustrado com a forma de ensino utilizada pela maior parte das escolas e professores. Não fosse por uma feliz coincidência do destino, Khan seria apenas mais um pesquisador na busca de uma educação melhor para formar as pessoas: os filhos de Bill Gates começaram a gostar dos vídeos dele, o que culminou com um apoio pessoal e financeiro do antigo presidente da Microsoft, gerando recursos e atenção para o antes desconhecido professor.

Apesar da Veja trazer Salman Khan em sua capa, quase como um “furo de reportagem”, o fato é que faz algum tempo já que ele vem tendo destaque. Prova disso é que o Gilberto Dimenstein já havia falado sobre ele há quase 1 ano atrás, na sua coluna da Folha.

Muitos criticam Khan por ele ser praticamente um autodidata em termos de metodologias de ensino, e também porque quem vê os vídeos dele não percebe uma grande inovação em relação aos demais materiais disponíveis. Outra crítica diz respeito aos conteúdos “ensinados” por ele, que vão desde História da Arte até Astronomia, passando por Matemática e Finanças, entre outros; aqui os críticos dizem que é impossível alguém dominar tantos conteúdos assim, a ponto de realizar um ensino de qualidade.

Críticas à parte, o fato é que as “aulas” de Khan, disponíveis em vídeo no site www.khanacademy.org (apenas em inglês) são um sucesso internacional. Os vídeos com 10 a 20 minutos de duração falam de assuntos muito específicos, recheados de exemplos. Detalhe: Khan não aparece nos vídeos, apenas a sua voz e os conteúdos abordados. Aliás, Khan acredita que o uso intensivo de exemplos práticos são o diferencial do seu método, sendo também o “segredo” do seu sucesso.

A boa notícia é que os conteúdos da Khan Academy estão em processo de tradução para o português, no site da Fundação Lemann (www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/).

Minha opinião: independentemente das críticas, acho que quanto mais pessoas batalharem por um ensino de qualidade, melhor. Aos críticos de Khan, sugiro que aprendam com o sucesso dele e tentem descobrir os motivos disso. E, além de criticar, que tal também colaborar com esse trabalho para torná-lo ainda melhor?

Para as instituições de ensino em geral, também vai ficando um desafio: com a crescente oferta de conteúdos de qualidade livres para o acesso do público (ou seja: de graça!), como justificar as suas aulas, que nem sempre trazem conteúdos com a mesma qualidade? Está aí um sinal de que é preciso mudar com urgência…

E você, o que acha? Que tal dar uma olhada em algumas aulas do Salman Khan e dar a sua opinião?

Eu já tinha escrito sobre Meme, pena que a Luiza não viu… 19/janeiro/2012

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Confesso que é boa a sensação de ter já escrito antes sobre um assunto que agora está em evidência. Longe da pretensão de criar tendências, mas mostra que a gente está atualizado e par dos conceitos e tecnologias mais recentes.

A frase da moda é … “pena que a Luiza não veio”, mais um Viral que se propaga pela internet e fora dela. Surgiu com um comercial de TV de um empreendimento imobiliário em João Pessoa (PB), que acabou virando mania nacional. Com certeza, nem a agência e nem o anunciante imaginaram que uma frase tão despretensiosa como essa teria um alcance e um impacto tão grande.

Junto com a frase, a imprensa e os especialistas passam a discutir o conceito de Meme. O legal, para mim, é que eu já havia escrito sobre Meme e Memética (a ciência que estuda os Memes) em 6 de fereveiro de 2009, há quase 3 anos atrás. Desse post, acho que vale a pena citar a definição de meme:

Trocando em miúdos: um meme é uma unidade de informação que, a partir da comunicação (fala, livros, blogs, vídeos, etc.), se multiplica de cérebro em cérebro. Essa “unidade de informação” pode ser uma idéia, fato, som, desenho, etc., e segundo a teoria se autopropaga e evolui conforme passa de cérebro em cérebro. Essa evolução seria mais ou menos no sentido daquele velho ditado: “quem conta um conto aumenta um ponto”. Claro que esse aumento pode ir além apenas de uma simples modificação na mensagem original, podendo ser até contribuições/correções valiosas na idéia original.

Nota-se que o Meme pode sofrer “mutações” ao longo do tempo, com as mudanças. Não é por acaso então a semelhança entre os nomes das ciências Memética e Genética.

Provavelmente, até já devemos ter outras expressões parecidas com a frase original sobre a “Luiza”, que virou celebridade sem querer e que, segundo o Bom dia Brasil da Rede Globo, deve voltar do Canadá nesta semana (conforme dizia a propaganda original). Eu mesmo tomei essa liberdade de mudar a frase no título deste post.

É fato também que a moda da Luiza vai passar e que outros memes surgirão. Na verdade, eles sempre existiram (Meme não é um fenômeno da internet) nos bordões, frases de efeito, músicas, piadas, etc. Com isso fica a pergunta: qual será o próximo Meme Nacional?

E-commerce na velocidade da luz 6/abril/2011

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Computação em Nuvem: muito se fala em teoria, mas são poucos são os teóricos que exibem exemplos reais. Apesar disso, parece que o negócio veio para ficar mesmo.

Dou o exemplo de uma loja que ajudei a montar há algumas semanas atrás. Da contratação do serviço de hospedagem, passando pela configuração da plataforma de e-commerce, do sistema de pagamentos, e pelo cadastramento de produtos, passaram-se menos que 10 dias. Isso mesmo, em pouco mais de uma semana foi possível configurar uma loja online 100%, algo impensável há apenas poucos anos (ou meses) atrás. Praticamente na “velocidade da luz”.

Para quem ficou curioso, a loja está no endereço www.legendstore.com.br. Os produtos são da Football Legends, que desenvolve, produz e comercializa camisetas muito bacanas em homenagem a Lendas do Futebol. Recomendo não apenas a loja online, mas principalmente os produtos e a marca.

Foi realmente uma experiência muito interessante. Mas vale lembrar que ter apenas a loja online não é elemento suficiente para o sucesso no comércio eletrônico. É fundamental pensar também no marketing, na logística e, principalmente, no atendimento aos clientes.

Renault queima o filme com clientes 15/março/2011

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Há gestores que parecem não enxergar um palmo à frente do seu nariz…

Imagine a situação: você compra um produto e, quando vai usá-lo, percebe que ele tem vários defeitos de fabricação. Qual é a sua primeira reação? Acionar a garantia do produto, assegurada pelo código de defesa do consumidor. E não interessa qual é o tipo ou o preço do produto, a empresa que vendeu ou a empresa que fabricou devem consertar, trocar, ou até mesmo devolver o seu dinheiro caso você não queira mais a mercadoria.

Mas parece que as montadoras de veículos acham que estão à margem da Lei. Depois de casos com Fiat (com os Tipo que pegavam fogo) e Volkswagen (lembram do caso do Fox e o seu banco “arranca dedos?”), agora é a vez da Renault fazer a sua parte para entrar no rol daquelas empresas que absolutamente não tem a menor ideia sobre como atender a um cliente.

A cidade é Concórdia, Santa Catarina. Lá, uma moça comprou um Megane novo há 4 anos atrás. Porém, o carro nunca funcionou direito. Ela recorre à assistência técnica da Renault várias vezes, mas seu problema não é resolvido, e nem o carro é trocado. Por fim, busca seu direito como consumidora na Justiça, um caso que se arrasta exatamente por esses 4 anos. Enquanto isso, o carro fica parado na garagem, debaixo de uma lona.

A primeira pergunta: por que a Renault prefere deixar que um caso desses vá parar na Justiça, ao invés de solucionar o problema do cliente?

Realmente eu questiono a competência dos senhores e senhoras Gestoras das áreas de Comercial e de Marketing da Renault. Uma bela oportunidade de conquistar uma cliente fiel, que poderia ser um instrumento de propaganda gratuita da empresa, se transforma em uma grande ameaça, que certamente afetará a credibilidade da marca perante seus clientes.

A cliente em questão, cansada pela espera de 4 anos e sem poder usufruir um produto pelo qual pagou (e pagou caro), resolveu utilizar a propaganda como meio de expressar sua revolta. Ou seja, usou o mesmo meio que a própria Renault utilizou para conquistá-la como cliente. E o meio escolhido pela moça foi a web. Ela gravou e postou alguns vídeos nos quais conta a sua história, citando inclusive que uma perícia foi feita no carro, constatando que o mesmo tem realmente vícios de fabricação. Até onde eu pude concluir, me parece que a moça não conta nenhuma mentira, apenas relata os fatos que podem ser comprovados ao consultar o processo que a mesma move contra a Renault.

E agora vem o cúmulo da incompetência do pessoal de Marketing e Vendas: a empresa agora entrou na Justiça para calar a boca censurar a cliente. E o pior: a Justiça dá razão à Renault. Com isso, é formado o pior de todos os cenários: uma empresa não cumpre suas obrigações com uma cliente, que busca seus direitos; como a Justiça não resolve o caso com a velocidade que deveria, outras ações judiciais começam a aparecer sobre o mesmo caso, atolando ainda mais o Poder Judiciário. E me parece que tem empresas que contam com isso, para que os casos se arrastem por anos, para no fim ter que pagar uma mixaria de indenização (isso se o cliente ainda estiver vivo…).

E isso também cria uma bela oportunidade para as concorrentes. Se eu fosse Gerente/Diretor de alguma montadora concorrente da Renault, eu subsidiava ou até mesmo dava um carro para a moça, e ainda convidava a mesma para participar de uma campanha publicitária. Essa seria uma boa forma de levar clientes da Renault que ficaram indignados com a situação. Eu mesmo sou um exemplo disso. Sou proprietário de um carro da Renault, e confesso que começo a pensar se devo continuar fiel a uma marca que não valoriza a sua clientela.

Bem, para quem está curioso(a), seguem abaixo os vídeos. Aproveite para ver enquanto a Justiça não os tira do ar.

Ah, antes disso, deixo duas dicas para o pessoal da Renault: primeiro, que tal voltar para o banco da universidade para lembrar alguns conceitos básicos? Segundo, que tal tomar algumas lições sobre como se deve atender ao cliente, com empresas como a Natura?

Eu brindo o Verão. E você? 9/fevereiro/2011

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Florianópolis tem coisas interessantes. É realmente uma terra de contrastes. Por um lado, temos um trânsito caótico (principalmente na temporada de verão) e os problemas típicos de cidades brasileiras que crescem sem planejamento/fiscalização. Por outro lado, temos grandes belezas naturais e alguns oásis que parecem universos paralelos, de tanto que destoam do resto da cidade.

Jurerê Internacional é um desses oásis. Atualmente é uma das praias mais badaladas do Brasil e, mesmo perdendo o certificado Bandeira Azul, ainda mantém o seu charme. E uma coisa me chamou a atenção lá, na beira da praia. Normalmente, os vendedores ambulantes que passam na praia vendem o tradicional “kit” cerveja/água/refri/água de coco, com algumas variações como Batidas(drinks) e tradicionais acompanhamentos como o bom e velho milho verde cozido.

Então, em Jurerê eu vi algo diferente, que aliás já tinha sido notícia no verão passado: lá tem vendedor ambulante que vende Espumante. Isso mesmo, quem vai lá pode se dar ao luxo de fazer um brinde à beiramar. De acordo com o que eu li no Acontecendo Aqui, a ação é assinada pela agência Santapromo e pela vinícola Miolo para divulgar o produto Terranova. Aliás, a Santapromo ganhou o Prêmio de Melhor Agência Promocional do Estado no ano passado por causa dessa ação.

E o pessoal ainda deu mais uma incrementada na venda do espumante neste ano: foi criado o site (na verdade um blog) www.eubrindo.com.br,  com conteúdo sobre o verão. Mas o legal mesmo é isso: em alguns dias especiais, o pessoal da ação vai nas praias com telefones celulares, tirando fotos dos clientes que compram o espumante, que são enviadas diretamente para Flickr, Twitter e para o site. Ou seja, além do privilégio de tomar um espumante geladinho na beira da praia, ainda dá prá ligar e tirar uma onda com aquele amigo (ou amiga) que está no escritório trabalhando, dizendo para acessar o site e ver a foto. Sacanagem… rsrsrsrsrsrs

Confesso que fui obrigado a brindar lá com o pessoal e tirar uma onda. E você, também vai?

Para finalizar: uma outra coisa muito legal é a preocupação ambiental desse pessoal. Os vendedores nos carrinhos procuram recolher todas as garrafas, taças e sacos plásticos, pois tudo é encaminhado para a reciclagem. Olha, bem que os órgãos ambientais podiam exigir esse tipo de conscientização de todos os estabelecimentos que estão na praia, né?!

FIAT surpreende em ação de comunicação 30/dezembro/2010

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Fiquei realmente surpreso com a FIAT hoje.

A empresa está em plena campanha para divulgar o novo carro compacto, batizado de “Mio” (“Meu”, em italiano). Há algum tempo atrás eu me cadastrei no site criado para dar suporte à campanha de divulgação do então projeto de criação do Mio. De acordo com a ação, a ideia era coletar sugestões e impressões do público para embasar o desenvolvimento do projeto do carro.

Confesso que fiquei decepcionado com a usabilidade do site, cuja navegação não era lá muito intuitiva, não era muito fácil saber como colaborar com o projeto, exceto em momentos de interação explícita (pesquisas). Fora isso, a comunicação entre a FIAT e o público era bastante adequada, com newsletters e outros e-mails de divulgação mostrando a evolução do projeto do carro.

Hoje, para a minha surpresa, recebi pelo correio uma encomenda inesperada: um brinde da FIAT. Era algo muito simples, mas ao mesmo tempo criativo e significativo: uma lata com cookies personalizados (um deles tem impressa a logo do Mio na cobertura), acompanhados de um cartão de agradecimento. A “prova” (foto) está ao lado.

Foi uma forma muito original e significativa para agradecer a participação das pessoas (potenciais futuros compradores) no projeto do FIAT Mio. Além disso, o momento não poderia ter sido mais adequado. Segundo a montadora, foram mais de 17.000 participantes, que enviaram mais de 11.000 mil ideias.

Considerando que na média tivemos menos de 1 ideia por participante, minhas críticas quanto à usabilidade do site do projeto Mio parecem ter algum fundamento. Cabe aqui dizer que a campanha foi desenvolvida pela Agênciaclick-Isobar que, exceto por problemas pontuais como este, no geral também está de parabéns pela campanha do Mio.

Problemas à parte, creio que aqui temos uma lição importante que outras empresas e agências poderiam aproveitar: não dá mais para tratar a internet como uma mídia separada em relação aos demais canais de comunicação. A rede deve ser incorporada à estratégia global de comunicação da empresa, podendo inclusive ser o principal canal em campanhas específicas, como neste caso do FIAT Mio (que não tem aparecido com destaque na TV, por exemplo).

Ah, também cabe dizer aqui que os cookies são muito gostosos… hummmm ;-)

Foi uma boa surpresa para encerrar muito bem o ano de 2010.

E, aproveitando a ocasião, um excelente e feliz 2011 para todos!

Um abraço!

Wikileaks: Brasil também aparece lá 30/novembro/2010

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A bola da vez , ou melhor, o site da vez parece ser o Wikileaks (www.wikileaks.org). Para quem ainda não sabe, trata-se de um site de uma organização não governamental que publica documentos secretos que “vazaram”. Segundo a própria organização, seu objetivo é trazer ao público notícias e informações importantes, por meio de formas inovadoras, seguras e anônimas para que as fontes forneçam (vazem) essas informações para os jornalistas da Wikileaks. Assim, uma das principais atividades da Wikileaks é publicar conteúdos originais juntamente com material jornalístico, de forma que os leitores possam ver evidências da verdade por trás desses fatos.

Curiosamente, o país conhecido por ter as tecnologias e procedimentos mais seguros para a segurança das informações, também é a maior “vítima” do vazamento de informações confidenciais. E isso claramente traz grandes prejuízos materiais e também para a imagem dos EUA. As causas podem ser as mais diversas: excesso de informações produzidas, pouco cuidado na gestão das pessoas que trabalham  para o governo do Tio Sam, e também não podemos descartar a possibilidade de que as tecnologias para a segurança das informações que eles estão utilizando não sejam “aquilo tudo” que eles propagam por aí.

Até então, a maior parte dos documentos mostrados pela Wikileaks diziam respeito à chamada “Guerra ao Terror”, principalmente focando os conflitos no Iraque e no Afeganistão, sob a visão do governo norte americano. Agora a coisa mudou: no chamado “Cable Gate“, vazaram documentos de diversos órgãos dos EUA no mundo todo, inclusive Embaixadas e Consulados. Ou seja, “sobrou” para todo o mundo, literalmente.

Claro que a maior parte dos documentos e notícias fala sobre a paranóia norte americana com terrorismo islâmico, ameaça nuclear, e a concorrência da China. Mas, como diria uma conhecida propaganda da TV, “não é só isso!”. Sobrou também para nós, brasileiros.

Isso mesmo! No link http://cablegate.wikileaks.org/tag/BR_0.html é possível visualizar 6 documentos secretos (em inglês) da Embaixada e do Consulado dos EUA, emitidos entre os anos de 2005 e 2009. Os documentos relatam conversas com “figurões” do nosso Governo, além do monitoramento de atividades supostamente “terroristas”, de visitas de líderes islâmicos ao Brasil, entre outros assuntos.

O que mais me chamou a atenção, porém, foram as diferenças de opiniões emitidas nos documentos. Em alguns, nota-se uma preocupação exagerada e quase uma “teoria da conspiração”, com afirmações de que nossas autoridades estariam prendendo secretamente pessoas suspeitas por terrorismo. Em outros, nota-se opiniões mais equilibradas e análises mais completas. E tudo isso, obviamente, sob a ótica dos defensores dos interesses do Tio Sam.

Certamente vale a pena uma visita ao Wikileaks. Mas a mensagem que realmente fica é que não adianta ter as melhores tecnologias, as pessoas sempre serão a parte mais importante dos processos. Por exemplo, as análises repassadas por diferentes pessoas podem levar a conclusões completamente diferentes. E se essas pessoas estiverem inseguras em relação aos reais propósitos do seu “patrão”, é possível que informações confidenciais vazem. Por fim, nota-se também que o Governo dos EUA não está fazendo um bom trabalho em relação às pessoas que lá trabalham.

Sounds of the Digital Resistance 9/novembro/2010

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Sounds of the Digital Resistance – MP3 from Audiogalaxy.com, ou “Sons da Resistência Digital – MP3 do Audiogalaxy.com”. O ano é 1.999, a bolha da internet estava por explodir, o Napster ainda era uma startup quase desconhecida e o compartilhamento digital de músicas era algo ainda bastante restrito, principalmente em tempos de conexão internet com linha discada. Me lembro que, na época, eu “ripava” (baixava) músicas de CDs em formato MP3 para não precisar ficar trocando os discos quando queria ouvir música no computador. Mas o compartilhamento de músicas era algo ainda bastante restrito.

O site Audiogalaxy.com é mais lembrado por ser um clone do Napster. Para quem não se lembra de nenhum dos dois, o Napster foi o aplicativo para compartilhamento de músicas e arquivos P2P mais famoso da década passada, até ser literalmente “engolido” pelas ações judiciais da indústria do entretenimento dos EUA. O Audiogalaxy.com, que disponibilizava o aplicativo “Satellite” foi no mesmo caminho, porém não teve a “sorte” de ter sido comprado por um grande grupo de investidores, como o que aconteceu com o primo famoso, o Napster. Assim, coberto por uma avalanche de ações judiciais, o Audiogalaxy praticamente saiu de cena logo após 2.002.

Porém, a História não tem sido justa o suficiente com o Audiogalaxy, na minha opinião. Creio que posso dizer isso porque participei de um feito histórico promovido por este mesmo site. O ano era 1.998, a internet como meio de divulgação digital de músicas estava apenas engatinhando. Na época, eu tocava com o Stonkas y Congas, banda sobre a qual já falei aqui neste blog.

Nós recém tínhamos lançado no nosso CD Single com 4 músicas, produzido pelo mestre e amigo Nelson Meirelles, que na época já tinha no currículo bandas como Cidade Negra e O Rappa. Como toda banda independente, estávamos procurando um espaço para divulgar o nosso trabalho. E eu na época me deparei com o Audiogalaxy, que oferecia espaço para hospedagem do site e de músicas em MP3 para Bandas e Gravadoras independentes, entre outras coisas.

Para a minha surpresa, poucas semanas depois de ter publicado o site e as músicas dos Stonkas, o próprio pessoal do Audiogalaxy fez uma review das músicas do CD, trazendo uma crítica bastante positiva, aliás. E para uma surpresa ainda maior, algum tempo depois recebi um pedido de autorização para publicar uma das nossas músicas na “primeira coletânea mundial de MP3”, segundo eles mesmos.

Algum tempo depois recebi em casa uma cópia do CD Sounds of the Digital Resistance – MP3 from Audiogalaxy.com, cuja capa está aqui ao lado (foi a única foto que sobreviveu para contar a História). Realmente, trata-se de uma coletânea mundial de músicas em formato MP3, gravadas por artistas independentes de todo o mundo, uma verdadeira proeza do Audiogalaxy e, até onde se sabe, foi o primeiro álbum do gênero em todo o mundo. E, como sempre tem um brasileiro em tudo neste mundo, Stonkas y Congas é a banda representante do Brasil, diretamente de Florianópolis/SC.

Achei importante adicionar este capítulo à História da internet, pois não encontrei nada quando procurei o CD no Google e no Bing. Não sei se serei lido, nem se esta informação será acrescentada nas páginas que contam a história do Audiogalaxy e do compartilhamento de MP3 na rede. Mas pelo menos fiz a minha parte.

Ainda sobre o Audiogalaxy, faz poucas semanas o site foi “ressuscitado” por alguns dos seus fundadores, com um aplicativo que permite que você ouça as suas músicas em MP3 de qualquer lugar do mundo (inclusive no celular), via streaming, ao vivo. Parece ser interessante, mas será que vai pegar?

A mentalidade do mercado ainda não consegue acompanhar a evolução tecnológica 6/setembro/2010

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Por recomendação de um amigo, hoje assisti a uma entrevista do Silvio Meira, presidente do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), falando sobre várias coisas: mídias sociais, mercado de trabalho e até mobilidade urbana.

Achei muito bacana a entrevista e concordo com a maior parte das considerações do Silvio. Porém, sou obrigado a comentar uma distorção que está sendo feita em relação à internet: Twitter, Orkut, Facebook, etc. não são Redes Sociais, mas sim Mídias Sociais. As Redes Sociais existem desde sempre, pois representa a integração (“redes”) de pessoas com interesses em comum (“sociedades”).

No caso da internet, vários sites e ferramentas foram criados com o objetivo de facilitar a criação e a manutenção de redes sociais. Ou seja, a internet é um meio (“mídia”) para o desenvolvimento de Redes Sociais. Prova disso é que, antes da internet, tínhamos o famoso número telefônico 145 (lembra do “disque amizade”?), que a seu modo também era uma mídia social.

O entrevistado também aborda a questão da relação de trabalho para as profissões mais qualificadas, principalmente aquelas relacionadas ao setor da Tecnologia da Informação. As idéias dele são compartilhadas por muitos outros especialistas, entre eles o Waldez Ludwig, dizendo que as pessoas precisam ser remuneradas por produtividade, e não pelo tempo. Neste ponto, trago duas ponderações:

  1. Os especialistas realmente têm razão em mostrar esta tendência. Porém, esquecem de mencionar as limitações existentes na legislação brasileira, que deixa os contratantes de mãos atadas. Um exemplo é a Portaria 1.510 do Ministério do Trabalho, que regulamenta a marcação de ponto funcional em meios eletrônicos, “engessando” completamente empresas de TI com mais de 10 (dez) funcionários. Então, mais do que pregar a mudança de mentalidade, esses especialistas também precisam destacar que é necessário mudar a Legislação Trabalhista.
  2. Realmente, o sonho de consumo de qualquer gestor é contar com profissionais proativos, responsáveis, e com mentalidade empreendedora. Porém, a realidade do mercado não é bem assim. Ainda há muita gente que precisa de “gerentes”, pois ainda não têm a habilidade e a atitude de se autogerenciar. Então, apesar de já termos muita gente com esta “nova mentalidade”, a grande maioria ainda trabalha no esquema “feudal”.

Enfim, resumindo o teor da entrevista, podemos concluir que o mercado e talvez até mesmo a maior parte da sociedade, ainda não conseguem acompanhar a evolução tecnológica adequadamente. Prova disso é que tem muita empresa utilizando Mídias Sociais só porque está na moda, ou porque o concorrente já está lá também. E isso acontece porque os próprios gestores não estão se preparando para entender evoluções como esta.

Ainda vemos e ouvimos muitos gestores declarando que não acreditam nas mídias sociais, principalmente por causa dessa falta de entendimento. Eles (e elas) realizam ações em meios que não compreendem e, por isso, essas ações acabam sendo inócuas, não trazendo resultados positivos. Prova disso é que, apesar de promoverem ações em mídias sociais, normalmente bloqueiam o acesso a essas mesmas mídias no ambiente de trabalho, ao invés de promover uma maior integração. E ainda por cima, por causa dos resultados ruins (e não por causa da falta de entendimento), acabam declarando absurdos como esses. Sorte daqueles que estão fazendo o trabalho corretamente, pois a cada dia mais vemos estudos de casos de grandes sucessos. Sobre isto, creio que vale a pena dar uma olhadinha neste outro post que escrevi (link aqui).

Por fim, deixo abaixo os vídeos (parte 1 e parte 2) da entrevista que mencionei acima. Vale a pena assistir.

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