jump to navigation

Futebol e Brasil: cada coisa no seu lugar 10/julho/2014

Posted by rapidoerasteiro in Diversos.
Tags: , , , ,
add a comment

DFB vc CBFCorrendo o risco de ser chato, vou também colocar a minha visão sobre o vexame da seleção brasileira nesta copa de 2014.

A derrota de 7 x 1 para a Alemanha não foi sofrida pelo Brasil (o país). Quem sofreu esta histórica derrota foi a Seleção Brasileira de Futebol, uma equipe mantida e gerenciada por uma organização privada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em um torneio organizado pela Fédération Internationale de Football Association (FIFA), outra organização privada.

Partindo dessa ideia, realmente a CBF levou um banho da Deutscher Fußball-Bund (DFB), a Federação Alemã de Futebol. Diversas fontes jornalísticas indicam que a DFB desenvolve um trabalho profissional de gestão da Seleção Alemã de Futebol desde a derrota em 2002, por acaso para a Seleção Brasileira. E a CBF, ao que parece, ficou para trás.

Em todos os esportes, a competitividade é o elemento fundamental. E em esportes de alto desempenho, especialmente em eventos mundiais, as exigências competitivas aumentam consideravelmente para aqueles que desejam vencer. E essas exigências alcançam patamares enormes em esportes que movimentam milhões (ou até mesmo bilhões) de dólares, como o futebol. Nesse caso, precisamos considerar e gerenciar o esporte como negócio, e foi aí que a CBF perdeu para a DFB nesta Copa de 2014.

Não há uma receita de bolo para que os negócios sejam bem sucedidos. Porém, há alguns elementos em comum entre as empresas mais competitivas do mundo. Entre esses elementos, podem ser destacados os investimentos contínuos em gestão, na inovação e na capacitação dos talentos, juntamente com a criação de uma cultura voltada à excelência naquilo que a empresa se propõe a fazer, não tolerando desvios.

Para aqueles críticos dessas boas práticas, já adianto: pode ser até que a Seleção Alemã de Futebol não ganhe a Copa de 2014. Isso porque outros países também estão desenvolvendo suas práticas com vistas à uma maior competitividade, e também porque há situações em campo que são muito particulares ao esporte, estando fora da esfera da gestão. Porém, o fato de que essa seleção esteve sempre entre os 4 melhores colocados das copas desde 2002, mostra que há muita coisa certa sendo feita pela DFB.

Com isso, não é preciso ser especialista para perceber que a CBF está muito longe de ser administrada como uma empresa, e tem dado pouca atenção ao seu principal negócio: o Futebol, representado na Copa do Mundo pela sua Seleção de melhores jogadores. Percebe-se que a gestão ainda é baseada nos relacionamentos pessoais e no “toma lá, dá cá”, há uma convivência pacífica com a corrupção e a impunidade, os especialistas não são valorizados como deveriam, e a inovação não parece ser vista com bons olhos, porque tende a provocar mudanças. As causas para isso são muitas, mas percebe-se que na CBF há uma cultura que tende a achar tudo isso muito normal. Porém, no universo competitivo de um “esporte-negócio” bilionário, esse tipo de cultura tende a não sobreviver.

E o Brasil? Felizmente, parece que estamos uma boa Copa do Mundo muito melhor do que se esperava. Porém, o que foi gasto deveria ser suficiente para fazer um evento luxuoso, com infraestrutura pelo menos equivalente ao que se vê nos países desenvolvidos. Gastamos muito, fizemos pouco, e vamos ficar com uma dívida enorme a ser paga com as instituições financeiras. Parece que, novamente, vemos o mesmo traço cultural da CBF nos nossos Governos (Municipal, Estadual e Federal) e também em diversas empresas – públicas e privadas. Com isso, corremos o risco em levarmos outras “goleadas” em áreas como Economia, Educação, Segurança e Saúde, só para citar algumas. Mas isso é assunto para evoluir em uma outra hora…

É importante perceber que a CBF não é o Brasil (ainda bem…) e que, apesar desse esporte ser uma “paixão nacional”, não há porque confundir as coisas. Então, as pessoas deveriam “queimar ou rasgar” aquelas camisetas caríssimas de dry-fit que têm o brasão da CBF, ao invés de cometer um crime contra a Bandeira do Brasil (um símbolo nacional). Com isso, cada coisa fica no seu lugar…

Anúncios

Governo Nota 10 – Menos cabide, Mais qualificação 30/abril/2014

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , ,
add a comment

Nas conversas que tenho tido com a minha rede de contatos, é unânime a opinião de que a gestão pública precisa melhorar e, nesse sentido, é fundamental melhorar a qualidade dos Gestores Públicos.

Tipicamente, os cargos de Gestão ou de Assessoria Especializada são considerados como “Cargos Comissionados”. Esses cargos se subdividem em “Funções de Confiança”, exercidas exclusivamente por servidores concursados, e “Cargos em Comissão”, de livre provimento e que, por isso, podem ser ocupados por pessoas externas (sem a exigência de concurso público).

Especificamente em Santa Catarina, a Lei Complementar 381/2007 regulamenta os Cargos em Comissão e deixa brechas importantes, permitindo que pessoas sem qualificação ocupem esses cargos. Isso tudo por causa de uma palavra complicada: “preferencialmente”. Nos seus artigos 160 a 165, essa Lei indica que “preferencialmente” 30% dos ocupantes de cargos em comissão devem ser servidores de carreira, que “preferencialmente” os ocupantes desses cargos devem ter graduação (ou pós-graduação), habilitação profissional, experiência, etc. E, infelizmente, o “preferencialmente” dá espaço para que pessoas sem qualificação ocupem cargos em comissão.

governo_nota_10Os alunos do Mestrado da ESAG resolveram fazer a sua parte para modificar essa realidade, tanto em Santa Catarina quanto no Brasil, lançando o movimento “Governo Nota 10”, que procura mobilizar a opinião pública para incluir a exigência obrigatória de qualificação para o cargos em comissão.

Ficou interessado(a)? Então visite/curta a página www.facebook.com/governonota10, e assine o abaixo assinado em www.governonota10.vai.la .

Também é interessante ver o Programa Conversas Cruzadas, da TVCom de Santa Catarina, que realizou um debate sobre o movimento Governo Nota 10 na edição que foi ao ar no dia 24 de abril de 2014.

Conversas Cruzadas 24-04-2014 – Governo Nota 10 – Bloco 1

Conversas Cruzadas 24-04-2014 – Governo Nota 10 – Bloco 2

Conversas Cruzadas 24-04-2014 – Governo Nota 10 – Bloco 3

Conversas Cruzadas 24-04-2014 – Governo Nota 10 – Bloco 4

Evento debate os desafios para Educação e Emprego em São José-SC 3/abril/2012

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.
Tags: , , , , ,
add a comment

Uma das obrigações das pessoas jurídicas (organizações), independentemente do seu objetivo, é prestar atenção à sociedade que está ao seu redor. E isso se torna ainda mais importante quando elas tem funções como Educação, Saúde, ou Segurança. Nesse sentido, a Faculdade Estácio de Sá em Santa Catarina, localizada em São José-SC, parece estar cumprindo bem esta missão. Não digo isso apenas porque eu trabalho lá; a quantidade de eventos que procura chamar a comunidade da região da Grande Florianópolis para a Estácio fala por si só, e é prova mais do que suficiente de que há um real interesse em ir além da prestação de serviços educacionais por si só.

Nesse sentido, teremos em 2012 a série de eventos com o título “São José em debate”, cujo objetivo é envolver a comunidade em torno de questões importantes para a cidade e que serão objeto de debate durante o período eleitoral.

O primeiro encontro acontecerá na próxima segunda-feira dia 9 de Abril, a partir das 19h. O tema será Educação e Emprego, e contará com o vice-prefeito de São José, Telmo Vieira, e com o empresário Tito Schmitt, presidente da AEMFLO (Associação Empresarial da Região Metropolitana da Grande Florianópolis) e da CDL/SJ (Câmara de Dirigentes Lojistas de São José). Os convidados falarão sobre as suas opiniões sobre os temas em questão, e em seguida haverá um debate entre os próprios convidados e a plateia.

Para participar, basta reservar lugar junto ao Espaço Estágio Emprego (E3) da Estácio, pessoalmente ou pelo telefone (48) 3381-8062.

São José em debate - Educação e Emprego - 9 de Abril de 2012 às 19 horas

Recomendo a participação de todos. Eu estarei lá! :-)

Pós-graduação em Gestão de Pessoas – Oportunidade! 8/março/2012

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , ,
add a comment

Um fato inegável é que toda e qualquer Organização, com ou sem fins lucrativos, precisa ter pessoas. E, quando há pessoas trabalhando, é fundamental realizar a gestão do seu trabalho, visando os melhores resultados.

Assim, fica claro que a área de Gestão de Pessoas hoje é estratégica para qualquer tipo de organização. Felizmente, os administradores estão percebendo essa necessidade, abrindo diversas oportunidades profissionais, tanto em termos de emprego quanto em termos de consultorias.

Aproveito o assunto e deixo aqui a dica da minha amiga e colega Janine Pacheco da Luz, uma profissional da mais alta qualidade que teve a visão de abrir um curso de Pós-graduação em Gestão de Pessoas, para Florianópolis e região, na Estácio. Para quem quiser atuar neste mercado, é uma oportunidade única.

Deixo abaixo as informações. Aproveitem!

Manifesto Ágil tem “apenas” 10 anos… 13/julho/2011

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , , ,
add a comment

Desde que li o livro “Crystal Clear: a human powered methodology for small teams“, virei um fã do pessoal que fez o Manifesto Ágil, entre eles o escritor do livro, Alistair Cockburn. Seguindo o perfil twitter dele, vi uma foto muito interessante, e de certa forma histórica: a imagem que mostra a sala onde o manifesto foi escrito, em 2001.


Para quem ficou curioso(a), não se trata de nenhuma instalação luxuosa, mas trata-se apenas de uma sala de reuniões normal. Para quem está duvidando, dá para perceber a semelhança com a imagem de fundo do site oficial do manifesto, em http://agilemanifesto.org/.

Ainda há muitos gestores que ainda têm o preconceito de que o Gerenciamento Ágil de projetos é um modismo, ou uma “nerdice” que só se aplica a alguns poucos casos de projetos de software.

Para aqueles que ainda tiverem essa visão distorcida, é sempre bom relembrar o que o manifesto disse (tradução minha), em 2001:

Nós estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software, fazendo isso e ajudando que outras pessoas também o façam. Por meio deste trabalho, chegamos aos seguintes valores:

  • Indivíduos e interações, mais do que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento, mais do que documentação abrangente;
  • Colaboração do cliente, mais do que negociação do contrato;
  • Responder a mudanças, mais do que seguir um plano.

Ou seja, mesmo que haja valor nos itens à direita, nós valorizamos mais os itens à esquerda.

Antes de mais nada, me espanta que esse tipo de pensamento lúcido só tenha sido registrado adequadamente no século 21. Muitas foram as pessoas que levantaram essas ideias décadas antes, mas creio não terem sido entendidas, ou simplesmente foram abafadas pelas práticas então vigentes. E é interessante perceber se duas ideias centrais bastante claras e coerentes no manifesto ágil:

  1. As pessoas são e sempre serão parte fundamental nos projetos; e
  2. Todos devem focar os resultados do projeto.

Também é importante destacar que o Gerenciamento Ágil também deixa claro que há valor em práticas como planejamento, documentação, processos e ferramentas formais, etc. Portanto, nota-se que práticas como as descritas no PMBOK, CMMI, MPS.BR, entre outras, podem sim conviver com processos de Gerenciamento Ágil de projetos.

Olhando para o presente e para o futuro próximo, também nota-se que outras disciplinas além do desenvolvimento de software também podem se beneficiar desses valores. Ao dar mais atenção às pessoas, com suas qualidades e defeitos, e ao buscar os resultados dos projetos mais do que a burocracia e a formalidade, que a própria Engenharia pode colher bons frutos.

Ou seja, não há nada de místico no Gerenciamento Ágil de Projetos. Ele é tão direto e simples quanto as instalações da sala onde o manifesto ágil foi escrito: lá havia todas as condições para as pessoas realizarem o trabalho pretendido, com recursos suficientes para que os resultados fossem alcançados.

Dividir para reduzir riscos 18/abril/2011

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.
Tags: , , , , ,
add a comment

“Nunca deixe todos os ovos em uma única cesta”. Este velho ditado popular, cheio de sabedoria, parece não ser seguido por muitas empresas públicas e privadas.

Quem pagou o pato por um erro deste tipo, desta vez, foi a cidade de Niterói/RJ. A notícia do dia estampa um enorme vazamento de esgoto ocorrido ontem que, literalmente, inundou e destruiu parte do bairro Ponta da Areia (veja notícia do Terra, e foto ao lado). Segundo as notícias, o alagamento aconteceu após o rompimento de uma estação de tratamento de esgoto próxima ao bairro.

O atual paradigma de tratamento de esgoto é o típico exemplo de deixar vários “ovos” (podres, no caso) na mesma cesta. Grandes estações de tratamento de esgoto representam grandes riscos, pois no caso de problemas causam verdadeiros desastres ambientais e sociais, como neste caso.

Muito lentamente vemos iniciativas para mudar esta realidade, privilegiando a implantação de pequenas estações de tratamento de esgoto e outros efluentes líquidos. Ou seja, dessa forma o risco passa a ser diluído, distribuído em várias pequenas estações. Neste caso, se houver problema, o risco de um grande desastre ambiental é mínimo.

Tanto os órgãos ambientais quanto fundos de financiamento habitacional têm exigido estações autônomas de tratamento de esgoto para loteamentos, hospitais, prédios comerciais e residenciais, etc. Pena que esta mudança parece ser lenta demais para as necessidades da sociedade como um todo.

Quem quiser saber um pouco mais sobre isto, recomendo começar pela leitura da resolução CONAMA 357. E ver tecnologias novas, mais compactas e mais eficazes no tratamento de efluentes, tais como a eletrofloculação, a osmose reversa, entre outras. Sobre eletrofloculação, especificamente, recomendo dar uma olhada na solução da empresa catarinense ETEOL.

O mito das pessoas “multi tarefa” 11/março/2011

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , ,
1 comment so far

Atenção você que é da chamada Geração Y!

Se você trabalha no computador com 400 janelas abertas ao mesmo tempo; quando almoça/janta também vê TV, navega da internet e manda/lê mensagens de texto no celular; acessa 100 diferentes sites durante a aula; e, além de tudo isso, ainda acredita nos especialistas que dizem que isso “é normal” e até mesmo que isso “faz parte dos hábitos desta geração”.

Se você é tudo isso, ou até mesmo mais do que isso, este post não é para você. Ou melhor, este post na verdade é mesmo importante para você.

Recomendo a leitura do post de Margaret Heffernan na BNet, com o sugestivo título “How to Kick Multi-Tasking Addiction” (ou “Como se livrar do vício da multi tarefa”). Ela cita um estudo muito interessante, relatado no artigo “Examining the Affects of Student Multitasking With Laptops During the Lecture” (ou “Examinando os efeitos da multi tarefa em estudantes com laptops durante palestras”).

Antes das conclusões, alguns números apurados na pesquisa, realizada com estudantes universitários:

  • Em média, cada estudante abriu 65 páginas por palestra;
  • Cerca de 62% das páginas abertas não tinham nada a ver com o conteúdo abordado;
  • Além da navegação, os estudantes também utilizaram E-mail e Mensagens instantâneas (Messenger, Skype, etc.).

Depois, ao averiguar o desempenho dos alunos, a principal conclusão do estudo foi: quanto mais multi tarefa for o aluno, pior é o seu desempenho acadêmico. Além disso, pessoas multi tarefa tendem a ter aprendizado mais lento, cometem mais erros, e a não reter o conteúdo por muito tempo.

E o fenômeno vai muito além das fronteiras das salas de aula. Nas empresas, o fenômeno se repete, porém com consequências bem piores.

O fato é que não somos seres multi tarefa. E isso é comprovado por vários estudos relatando que, quanto maior for a nossa concentração em uma única tarefa, maior é será a qualidade do produto final.

Então, ficou preocupado(a)? Os especialistas dão algumas dicas para quebrar esse mau hábito:

  • Medir o seu desempenho pela produtividade, e não pelas horas gastas no trabalho: isso permite avaliar se você está concluindo suas tarefas. Se for possível avaliar a qualidade dos produtos, melhor ainda.
  • Busque a concentração no seu trabalho e nas reuniões em que participar: procure deixar o celular e o computador de fora sempre que possível, e peça que todas as demais pessoas tentem fazer isso também. Além disso, procure evitar desvios do assunto principal. Isso tudo tende a tornar as reuniões mais curtas e produtivas.
  • Não seja um evangelizador da “mono tarefa”: não há nada mais chato e que crie mais rejeição do que uma pessoa que tenta “converter” os outros ao seu estilo de trabalho. Seja um exemplo, e caso lhe peçam ajuda, mostre que cada um tem o seu próprio mecanismo de se livrar de maus hábitos.

Confesso que também tenho o meu lado multi tarefa que precisa ser eliminado. Mas é isso aí mesmo: vivendo, aprendendo e, se possível, melhorando sempre. E você?

Empresas: conversem com seus clientes 25/fevereiro/2011

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.
Tags: , , , ,
add a comment

Há um tempo atrás eu assisti o documentário “The Corporation”, que traz uma visão quase apocalíptica sobre as grandes corporações multinacionais. Em um dado momento, o filme dá a entender que o comportamento de todas empresas é igual ao comportamento de criminosos psicopatas, a partir da análise de quesitos utilizados para traçar um “perfil psicológico”. Mesmo assim, acho que vale a pena assistir ao documentário, com o devido uso de filtros de conteúdo.

Trouxe o assunto porque li um artigo hoje que me chamou a atenção para um comportamento bastante comum que vejo nas organizações em geral, e nisso incluo empresas, governo, ONGs, etc. Pessoalmente, não acredito que as organizações sejam todas “más”, “opressoras”, “psicopatas”, ou outros adjetivos ruins. Mas acho que a grande maioria se comporta de maneira arrogante, querendo impor seus comportamentos aos clientes. O artigo tem o sugestivo título de “Empresas precisam de diálogo à moda antiga nas redes sociais“. Em resumo, o texto dismistifica o uso das mídias sociais na web pelas organizações, trazendo o ponto chave que normalmente é ignorado pelos gestores: os clientes são pessoas (sim, nós somos pessoas) que querem conversar e interagir com as pessoas que representam as organizações.

Nesse sentido, também vale a pena ler o artigo “From Social Media to Social Strategy“, publicado no Blog do Umair Haque na Harvard Business Review. Ele também procura conscientizar os gestores sobre a necessidade de uma mudança de comportamento nas organizações, que precisam ser mais “sociáveis” em todas as mídias e em todas as formas de interação, seja com clientes, fornecedores, parceiros, etc. Ele é mais um que, como eu, acha que as organizações têm tido uma atitude quase “antissocial” com a sociedade como um todo, com raras exceções. As organizações vêm ao longo do tempo despesando toneladas de informações aos seus clientes, principalmente por meio de propaganda, ao mesmo tempo que demonstram extrema dificuldade em atender às demandas desses mesmos clientes, e isso sem contar a resistência em prestar contas de forma transparente. Nota-se um comportamento bastante egocêntrico nisso tudo.

Para buscar um possível motivo que pode ajudar a explicar as causas desse vício que foi criado nas organizações, sugiro uma pista: a busca pela comodidade por parte das pessoas que trabalham nas organizações, especialmente os gestores. Se formos observar os processos criados nas organizações, veremos que a grande maioria deles visa ter controles que servem mais para própria organização do que para os clientes. Para quem tiver alguma dúvida sobre isso, verá que os indicadores de desempenho relacionados aos processos normalmente estão associados a tempo e custo, deixando de lado fatores como a satisfação do cliente.

Deixo aqui a reflexão: será que a minha organização trabalha para ela mesma ou para os clientes? Talvez esta autoavaliação sirva para iniciar um processo de mudança que evolua tanto a forma de trabalho quanto a forma de comunicação da organização não só com os seus clientes, mas com toda a sociedade.

Ah, para quem se interessa especificamente em mídias digitais, sugiro a leitura do guia “Tudo o que você precisa saber sobre Twitter“, desenvolvido pela agência Talk. O guia traça um paralelo muito bacana entre a conversa “virtual” no microblog e o papo tradicional na mesa de um bar. Recomendo.

Planejamento Estratégico participativo funciona 16/dezembro/2010

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , , , ,
add a comment

Fim de ano é época de reflexão e de pensar no passado e no futuro.

Desde o mês passado estou conduzindo a revisão dos Planejamentos Estratégicos no Instituto de Estudos Avançados – IEA, e nas empresas Knowtec e Talk, em Floripa, São Paulo e Brasília.

Peço desculpas pela falta de atualização no blog, mas tem sido por uma boa causa. Estou conseguindo pela primeira vez conduzir um processo realmente participativo e objetivo para revisar planejamentos estratégicos.

Agradeço à Direção das organizações pela oportunidade e pelo espaço, e também a todas as pessoas que tem participado desses processos. Os resultados estão muito acima do esperado, graças a todos.

Em breve envio novidades. E lembro que, no ano que vem teremos a parte mais importante dos planejamentos estratégicos: a execução, colocar a mão na massa. Tenho confiança que faremos todos um ótimo trabalho.

Até breve!

Projetos precisam de preparo Físico e Mental 25/novembro/2010

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
Tags: , ,
add a comment

A sitação descrita a seguir se repete continuamente, em diversas equipes e empresas: um Projeto se inicia, todos estão motivados (gestor e equipe); todos os processos do projeto são realizados à risca (reuniões, relatórios, monitoramento, comunicação, etc.); em determinado momento, nota-se que a equipe já não está executando todos os processos do projeto como no início (reuniões e relatórios são adiados, o monitoramento e a comunicação já não são os mesmos de antes); mesmo que o projeto esteja em dia, nota-se um certo cansaço por parte da equipe (inclusive do gestor); enfim, o projeto é finalizado e todos comemoram (alguns pelos resultados, outros apenas pelo fim do projeto).

Certamente você já deve ter se visto em uma situação parecida com a que eu descrevi acima. Realmente, manter em alta a motivação, o comprometimento e a disciplina de equipes durante a execução de projetos não é tarefa fácil. E fica ainda mais complicado quando os projetos são complexos, longos, ou com muitos riscos.

Estou escrevendo sobre isso porque nesta semana tive uma conversa muito interessante com o meu amigo Nelson Abu (www.abuzitos.com.br), especialista em Gestão Ágil de Projetos. Chegamos ao consenso de que uma das principais tarefas do Gestor de Projetos é manter em alta o moral da equipe, sempre trabalhando a autoestima de todos os membros da equipe. Também concordamos que isto não é tarefa fácil, uma vez que o próprio Gestor também é uma pessoa (sim, o gestor também é um ser humano!), com qualidades e defeitos.

Portanto, um ponto crucial para o sucesso de Projetos é a resistência das pessoas que estão trabalhando neles. Por mais desafiadores que sejam os projetos, os seus processos de gestão geram obrigatoriamente rotinas de trabalho, o que pode ser uma grande armadilha. Para sobreviver à rotina sem confundí-la com tédio, todos na equipe devem ter um excelente preparo mental/psicológico. E, dependendo dos desafios do projeto, em alguns casos também é necessário preparo físico para “aguentar o tranco”.

Então, fica bastante claro que a resistência psicológica e física é um ponto fundamental para o sucesso na execução de projetos, e eventuais falhas neste ponto devem ser encaradas como riscos importantes.

Além disso, parece ser interessante que cada organização descubra o “ponto de fadiga” das suas equipes. Ou seja, o tempo médio a partir do início dos projetos, quando se inicia a queda do cumprimento dos processos e possivelmente também a queda da produtividade. Uma vez que este ponto é descoberto, pode-se ter duas saídas possíveis:

  • Quando um projeto chegar neste ponto crítico, pode-se realizar trabalhos específicos para retomar a empolgação da equipe. Seria uma espécie de “recarga das baterias”, para tentar resgatar parte das energias e da motivação que sempre há no início de qualquer projeto.
  • Projetos maiores se tornam Programas, com projetos com tempos de execução menores ou iguais ao “ponto de fadiga”. Projetos entregues e finalizados ajudam a subir o moral da equipe, dando mais confiança para todos, inclusive os patrocinadores.

Para ambas as saídas descritas acima, nota-se que o desenvolvimento iterativo, em espiral, pode ajudar bastante. Isto ocorre porque projetos desenvolvidos em iterações tendem a criar um clima de confiança entre equipe, gestor e patrocinadores, uma vez que se vê claramente a evolução do projeto, com entregas concretas ao longo do tempo.

Outro ponto que, na minha opinião, também poderia ser importante é trabalhar juntamente com as áreas de RH de cada organização no sentido de verificar quais ações poderiam causar um aumento da resistência das equipes, atrasando o ponto de fadiga ao máximo possível.

Resumindo a questão, parece ser cada dia mais claro que um dos fatores críticos de sucesso de projetos é olhar com atenção para os fatores humanos.

E você, o que acha?

%d blogueiros gostam disto: