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Futebol e Brasil: cada coisa no seu lugar 10/julho/2014

Posted by rapidoerasteiro in Diversos.
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DFB vc CBFCorrendo o risco de ser chato, vou também colocar a minha visão sobre o vexame da seleção brasileira nesta copa de 2014.

A derrota de 7 x 1 para a Alemanha não foi sofrida pelo Brasil (o país). Quem sofreu esta histórica derrota foi a Seleção Brasileira de Futebol, uma equipe mantida e gerenciada por uma organização privada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em um torneio organizado pela Fédération Internationale de Football Association (FIFA), outra organização privada.

Partindo dessa ideia, realmente a CBF levou um banho da Deutscher Fußball-Bund (DFB), a Federação Alemã de Futebol. Diversas fontes jornalísticas indicam que a DFB desenvolve um trabalho profissional de gestão da Seleção Alemã de Futebol desde a derrota em 2002, por acaso para a Seleção Brasileira. E a CBF, ao que parece, ficou para trás.

Em todos os esportes, a competitividade é o elemento fundamental. E em esportes de alto desempenho, especialmente em eventos mundiais, as exigências competitivas aumentam consideravelmente para aqueles que desejam vencer. E essas exigências alcançam patamares enormes em esportes que movimentam milhões (ou até mesmo bilhões) de dólares, como o futebol. Nesse caso, precisamos considerar e gerenciar o esporte como negócio, e foi aí que a CBF perdeu para a DFB nesta Copa de 2014.

Não há uma receita de bolo para que os negócios sejam bem sucedidos. Porém, há alguns elementos em comum entre as empresas mais competitivas do mundo. Entre esses elementos, podem ser destacados os investimentos contínuos em gestão, na inovação e na capacitação dos talentos, juntamente com a criação de uma cultura voltada à excelência naquilo que a empresa se propõe a fazer, não tolerando desvios.

Para aqueles críticos dessas boas práticas, já adianto: pode ser até que a Seleção Alemã de Futebol não ganhe a Copa de 2014. Isso porque outros países também estão desenvolvendo suas práticas com vistas à uma maior competitividade, e também porque há situações em campo que são muito particulares ao esporte, estando fora da esfera da gestão. Porém, o fato de que essa seleção esteve sempre entre os 4 melhores colocados das copas desde 2002, mostra que há muita coisa certa sendo feita pela DFB.

Com isso, não é preciso ser especialista para perceber que a CBF está muito longe de ser administrada como uma empresa, e tem dado pouca atenção ao seu principal negócio: o Futebol, representado na Copa do Mundo pela sua Seleção de melhores jogadores. Percebe-se que a gestão ainda é baseada nos relacionamentos pessoais e no “toma lá, dá cá”, há uma convivência pacífica com a corrupção e a impunidade, os especialistas não são valorizados como deveriam, e a inovação não parece ser vista com bons olhos, porque tende a provocar mudanças. As causas para isso são muitas, mas percebe-se que na CBF há uma cultura que tende a achar tudo isso muito normal. Porém, no universo competitivo de um “esporte-negócio” bilionário, esse tipo de cultura tende a não sobreviver.

E o Brasil? Felizmente, parece que estamos uma boa Copa do Mundo muito melhor do que se esperava. Porém, o que foi gasto deveria ser suficiente para fazer um evento luxuoso, com infraestrutura pelo menos equivalente ao que se vê nos países desenvolvidos. Gastamos muito, fizemos pouco, e vamos ficar com uma dívida enorme a ser paga com as instituições financeiras. Parece que, novamente, vemos o mesmo traço cultural da CBF nos nossos Governos (Municipal, Estadual e Federal) e também em diversas empresas – públicas e privadas. Com isso, corremos o risco em levarmos outras “goleadas” em áreas como Economia, Educação, Segurança e Saúde, só para citar algumas. Mas isso é assunto para evoluir em uma outra hora…

É importante perceber que a CBF não é o Brasil (ainda bem…) e que, apesar desse esporte ser uma “paixão nacional”, não há porque confundir as coisas. Então, as pessoas deveriam “queimar ou rasgar” aquelas camisetas caríssimas de dry-fit que têm o brasão da CBF, ao invés de cometer um crime contra a Bandeira do Brasil (um símbolo nacional). Com isso, cada coisa fica no seu lugar…

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Discurso do Obama: simpático, mas… 21/março/2011

Posted by rapidoerasteiro in Diversos.
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Segunda feira chuvosa em Florianópolis, e o assunto do dia nas rodas de cafezinho é (ainda) a visita do Obama.

Realmente, a postura deste Presidente dos Estados Unidos da América foi bastante diferente em relação aos seus antecessores. A anterior arrogância deu lugar a uma grande simpatia e, às vezes, até mesmo uma certa humildade. Não sei se é reflexo da crise por lá, ou da melhoria da nossa economia, ou ainda as duas coisas juntas.

Agora, é necessário ter sempre um pouco de cautela na hora de analisar os discursos do presidente dos EUA. Vou discordar dos jornalistas que, “encantados” com a “simpatia” e o carisma de Obama, ficam falando que agora o Brasil está sendo tratado “de igual para igual”. Sonhar, realmente, não custa nada…

Não sei se todo mundo reparou, mas no discurso do Obama feito ontem no Rio de Janeiro, além de ficar “rasgando seda” com o Brasil, trouxe uma mensagem bem clara: por vezes, o presidente fala “podemos ajudar vocês”, e em várias áreas; em outras vezes ele também trouxe a questão das parcerias que podem ser estabelecidas entre Brasil e EUA. Agora, na minha opinião faltou uma coisa muito importante: em nenhum momento ele disse que os EUA precisam do Brasil.

Ou seja, por mais agradável que tenha sido a postura do Obama, é sempre bom lembrar da sabedoria chinesa da estratégia. Um dos famosos estratagemas é “esconder a espada com um sorrido”. Ou seja, por trás de tanta simpatia normalmente há muitos interesses nada simpáticos.

O fato é que, realmente, os EUA não precisam realmente do Brasil para nada. Mas, considerando questões como a crise econômica por lá, além da dependência do petróleo Árabe e da concorrência tecnológica de outros países (como a China), agradar ao Brasil me parece ser uma ação interessante.

Pessoalmente, acho que eles estão cobertos de razão em fazer o que estão fazendo. Se eu fosse dos EUA, eu também pensaria no Brasil de hoje como um “plano B”. Porém, como estou do lado Brasileiro da mesa, me obrigo a declarar publicamente que precisamos ver as coisas com bastante clareza. E, porque não, também sermos muito simpáticos, sorridentes e receptivos com as autoridades norte-americanas, mas sem nos esquecer de defender com unhas e dentes os nossos próprios interesses. Ou seja, nós também podemos esconder a nossa espada com um sorriso bem brasileiro…

 

Wikileaks: Brasil também aparece lá 30/novembro/2010

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Internet.
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A bola da vez , ou melhor, o site da vez parece ser o Wikileaks (www.wikileaks.org). Para quem ainda não sabe, trata-se de um site de uma organização não governamental que publica documentos secretos que “vazaram”. Segundo a própria organização, seu objetivo é trazer ao público notícias e informações importantes, por meio de formas inovadoras, seguras e anônimas para que as fontes forneçam (vazem) essas informações para os jornalistas da Wikileaks. Assim, uma das principais atividades da Wikileaks é publicar conteúdos originais juntamente com material jornalístico, de forma que os leitores possam ver evidências da verdade por trás desses fatos.

Curiosamente, o país conhecido por ter as tecnologias e procedimentos mais seguros para a segurança das informações, também é a maior “vítima” do vazamento de informações confidenciais. E isso claramente traz grandes prejuízos materiais e também para a imagem dos EUA. As causas podem ser as mais diversas: excesso de informações produzidas, pouco cuidado na gestão das pessoas que trabalham  para o governo do Tio Sam, e também não podemos descartar a possibilidade de que as tecnologias para a segurança das informações que eles estão utilizando não sejam “aquilo tudo” que eles propagam por aí.

Até então, a maior parte dos documentos mostrados pela Wikileaks diziam respeito à chamada “Guerra ao Terror”, principalmente focando os conflitos no Iraque e no Afeganistão, sob a visão do governo norte americano. Agora a coisa mudou: no chamado “Cable Gate“, vazaram documentos de diversos órgãos dos EUA no mundo todo, inclusive Embaixadas e Consulados. Ou seja, “sobrou” para todo o mundo, literalmente.

Claro que a maior parte dos documentos e notícias fala sobre a paranóia norte americana com terrorismo islâmico, ameaça nuclear, e a concorrência da China. Mas, como diria uma conhecida propaganda da TV, “não é só isso!”. Sobrou também para nós, brasileiros.

Isso mesmo! No link http://cablegate.wikileaks.org/tag/BR_0.html é possível visualizar 6 documentos secretos (em inglês) da Embaixada e do Consulado dos EUA, emitidos entre os anos de 2005 e 2009. Os documentos relatam conversas com “figurões” do nosso Governo, além do monitoramento de atividades supostamente “terroristas”, de visitas de líderes islâmicos ao Brasil, entre outros assuntos.

O que mais me chamou a atenção, porém, foram as diferenças de opiniões emitidas nos documentos. Em alguns, nota-se uma preocupação exagerada e quase uma “teoria da conspiração”, com afirmações de que nossas autoridades estariam prendendo secretamente pessoas suspeitas por terrorismo. Em outros, nota-se opiniões mais equilibradas e análises mais completas. E tudo isso, obviamente, sob a ótica dos defensores dos interesses do Tio Sam.

Certamente vale a pena uma visita ao Wikileaks. Mas a mensagem que realmente fica é que não adianta ter as melhores tecnologias, as pessoas sempre serão a parte mais importante dos processos. Por exemplo, as análises repassadas por diferentes pessoas podem levar a conclusões completamente diferentes. E se essas pessoas estiverem inseguras em relação aos reais propósitos do seu “patrão”, é possível que informações confidenciais vazem. Por fim, nota-se também que o Governo dos EUA não está fazendo um bom trabalho em relação às pessoas que lá trabalham.

Computadores para quem precisa 30/janeiro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Tecnologia.
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Uma iniciativa pouco divulgada, mas muito interessante é o programa “Computadores para Inclusão“, do Governo Federal do Brasil. Encontrei o site do programa meio que por acaso, lendo notícias sobre inclusão digital.

A idéia do projeto é a seguinte:

  1. Governo, empresas privadas e pessoas fazem doações de computadores obsoletos para os CRCs – Centros de Recondicionamento de Computadores. A lista está em http://www.computadoresparainclusao.gov.br/lista-crcs.php
  2. Nos CRCs, os computadores são classificados, desmontados, limpos, recondicionados, configurados (hardware e software) e embalados. Nesta etapa também são desenvolvidos paralelamente programas de capacitação profissionalizante.
  3. Os computadores são encaminhados para projetos de inclusão digital tais como escolas públicas, bibliotecas, telecentros, etc. A lista com as entidades beneficiadas está em http://www.computadoresparainclusao.gov.br/beneficiados.php

Além de contribuir com a inclusão digital, o programa dá um destino muito mais nobre a equipamentos que antes estariam indo para o lixo.  O meio ambiente e a sociedade agradecem.

Pena que ações dessas não têm melhor divulgação. Fiz a minha parte e peço a colaboração de todos no sentido de divulgarmos projetos interessantes como este.

Mais um recorde brasileiro na Internet 23/junho/2008

Posted by rapidoerasteiro in Diversos.
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Para mostrar porque tenho a revista TI Inside em alta conta, compartilho dados da matéria da edição deste mês (Junho/2008), entitulada “Pico de audiência”. Segundo o Ibope NetRatings, o internauta brasileiro visita em média 1.868 páginas/mês, um novo recorde mundial que é somado ao tempo de permanência na web (22 horas e 47 minutos por pessoa/mês).

O mais interessante nesses números é que principalmente as redes sociais, como o Orkut, têm alavancado esses acessos, e não apenas no público adolescente/jovem. Adultos também têm utilizado redes sociais de forma crescente. Pensando de forma empresarial, companhias que souberem aproveitar esse fenômeno (que veio para ficar, definitivamente não é um modismo), poderão colher ótimos frutos. Trabalhando as redes sociais com conteúdos virais, estratégias de relacionamento (algo como metodologias de CRM específicas), além de formatos adequados de informação, pode-se obter fidelização e outros resultados interessantes. A criatividade é o limite.

Também segundo a pesquisa, cerca de 82% das conexões a internet no Brasil são com banda larga, e o crescimento em geral do número de conexões residenciais à rede foi de 41,3%. Boas notícias para começarmos bem a semana.

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