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Buenos Aires rápido e rasteiro – 3 12/junho/2010

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gastronomia.
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(continuando…)

Alimentação – ao mesmo tempo que foi um destaque, também foi um desastre. Comemos muitíssimo bem no Puerto Madero, na Galeria Pacífico e no Hard Rock Café do Shopping Design, além de diversos Cafés. Destaque para o restaurante Bice, uma deliciosa casa de massas em Puerto Madero. Os preços não são lá muito altos, mas também não se pode dizer que é barato.

O problema, porém, foram os horários de atendimento. Depois do Cirque du Soleil, cerca de 23:30, fomos procurar um local para jantar em Palermo Soho, no caminho para o Hotel. O taxista passou um tempo procurando e encontramos uma pizzaria com o sugestivo nome de “Romário”. Entramos, pedimos, e não comemos, porque a pizza que pedimos foi para outra mesa e, na 2ª tentativa, vimos que a pizza se desmanchou no forno. Fomos embora antes da 3ª tentativa.

Cerca de meia noite e meia de 5ª feira, e absolutamente todos os restaurantes que procuramos estavam fechados. E o pior: o serviço de quarto do hotel só funcionava até a meia noite. Ainda bem que tínhamos salgadinhos e chocolate, além do famoso ataque ao frigobar.

Ah, em tempo: pelo que ouvimos dizer, a famosa churrascaria “Siga la Vaca” não é recomendável. Apesar do bom preço e da quantidade de carnes, a qualidade deixou muito a desejar.

A cidade – Buenos Aires realmente merece a fama de ser “um pedaço da Europa na América do Sul”. A arquitetura é muito bonita, a cidade é bastante limpa, há muitos parques e praças, as avenidas são largas, e tudo está razoavelmente bem preservado. O mais interessante é que pelas fotos históricas, parece que o sistema viário não parece ter sofrido grandes mudanças ao longo dos anos, pois sempre nota-se a presença das avenidas largas, mesmo no tempo das carroças.

A segurança anda sendo um problema lá também. Na calle Florida presenciamos um assalto, e em bairros mais afastados nota-se a falta de policiamento. Os locais seguros ficam em torno do Centro da cidade e principalmente no Puerto Madero. Neste último, pode-se caminhar de madrugada sem maiores problemas.

Quanto ao atendimento das pessoas, que era uma reclamação que eu ouvia frequentemente, confesso que não vi grande diferença em relação ao Brasil. Algumas pessoas eram extremamente simpáticas, outras indiferentes, e outras ainda eram antipáticas. Ou seja, o atendimento não foi um ponto forte, mas também não deixou a desejar, sendo igual a qualquer lugar do mundo.

Bem, há muitas outras coisas para se falar, mas a minha impressão final foi que a viagem realmente valeu a pena. Houve problemas, mas a impressão final é que Buenos Aires é um ótimo destino turístico, que pode não ter belezas naturais como Florianópolis, mas dá um banho em termos de infraestrutura, organização, e opções de lazer para o turista. E, considerando o atual valor do Real, é uma viagem que vale a pena fazer, financeiramente falando.

Fiquei lá três dias e meio, e foi possível conhecer bastante e fazer muita coisa. Porém, creio que seriam necessários mais uns dois ou três dias para conhecer o restante, como o Teatro Colón (em final de reforma), o Passeio de los Tigres, entre outros. Enfim, acho que precisaremos de mais uma viagem para conhecer o restante…

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Goulash 25/maio/2008

Posted by rapidoerasteiro in Gastronomia.
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Hoje é domingo, dia do sagrado descanso. Também é dia de fazer/comer algo diferente, alguma receita nova, ou um restaurante. Como o dia aqui em Florianópolis está muito bonito, almoçar fora (de preferência na beira do mar) é uma boa pedida. Devido ao “espírito” do dia, também é bom fazer um post mais detalhalhado, como manda uma receita que se preze.

Aproveitando o espírito “gastronômico” compartilho com vocês uma receita de Goulash, que me foi dada pelo já falecido maestro/compositor/arranjador Tibor Reisner, húngaro naturalizado brasileiro (o melhor arranjador que já conheci, além de ter sido o “culpado” de fazer com que eu me dedicasse à música quando ainda era pré-adolescente). Como vocês verão abaixo, essa é uma receita diferente das tradicionais porque segundo ele, a alma do Goulash era a supresa de comer algo diferente a cada colherada.

Goulash
Rendimento: 6 pessoas (com direito a repeteco)
Ingredientes:
400g de Alcatra picadas em cubos médios
400g de Lombinho suíno picados em cubos médios
400g de Filé de Peito de Frango picados em cubos médios
1Kg de Cebola bem picadinha (ou ralada)
500g de batatas
2 colheres de sopa de páprica doce
1 colhes de chá de páprica picante
4 colheres de sopa de óleo ou azeite
1 litro de água
1 xícara de farinha de trigo
1 ovo
1 xícara de água
Sal a gosto
Creme para acompanhar:
1 lata de creme de leite
Suco de 1 limão
Salsinha a gosto
Sal a gosto

Preparo
Em uma panela grande, aqueça o óleo e junte as carnes, fritando até dourar. Depois, junte a cebola, e frite junto com a carne até que esteja quase seca. Junte o sal, a páprica doce, a páprica picante, misture rapidamente e jogue a água (1 litro) na panela. Se tiver muita gordura boiando sobre a água, você pode retirar o excesso. Quando ferver, deixe cozinhando por pelo menos 45 minutos.
Enquanto isso, cozinhe e amasse as batatas (você pode pica-las para cozinhar mais rápido).
Faça o creme da seguinte forma: bata o creme de leite (pode ser com o soro) com o suco do limão por alguns instantes. Junte o sal e a salsinha. Tampe e reserve na geladeira.
Voltando à panela, misture as batatas que foram amassadas e mexa bem para soltar o amido.
Em uma tigela, misture a farinha de trigo, o ovo, a água e sal a gosto, até obter uma massa pastosa. Pegue com uma colher pequenas porções dessa massa e vá colocando na panela, para cozinhem e formem pequenos “nhoques”, sem forma muito definida.
Quando os nhoques estiverem cozidos, é hora de servir. Coloque em cada prato uma ou duas conchas do Goulash (cuide para que tenham as 3 carnes, mais os nhoques), e por cima, no meio do prato, coloque uma boa colher de sopa do creme que estava na geladeira.

É uma receita perfeita para dias de inverno, e com certeza vai ter gente repetindo. Recomendo que seja feita juntamente com amigos e familiares, para um bom bate-papo. Sugiro como trilha sonora Corine Bailey Rae.

Este post também cumpre a promessa que fiz ao meu novo amigo e colega de trabalho na Knowtec, Juliano Spyer (Blog Não Zero), que também é adepto da “terapia” que é cozinhar.

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