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Khan Academy, uma iniciativa interessante 31/janeiro/2012

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Internet.
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Quem ler a edição desta semana da revista Veja vai conhecer Salman Khan, um sujeito normal que, como tantas pessoas mundo afora, estava frustrado com a forma de ensino utilizada pela maior parte das escolas e professores. Não fosse por uma feliz coincidência do destino, Khan seria apenas mais um pesquisador na busca de uma educação melhor para formar as pessoas: os filhos de Bill Gates começaram a gostar dos vídeos dele, o que culminou com um apoio pessoal e financeiro do antigo presidente da Microsoft, gerando recursos e atenção para o antes desconhecido professor.

Apesar da Veja trazer Salman Khan em sua capa, quase como um “furo de reportagem”, o fato é que faz algum tempo já que ele vem tendo destaque. Prova disso é que o Gilberto Dimenstein já havia falado sobre ele há quase 1 ano atrás, na sua coluna da Folha.

Muitos criticam Khan por ele ser praticamente um autodidata em termos de metodologias de ensino, e também porque quem vê os vídeos dele não percebe uma grande inovação em relação aos demais materiais disponíveis. Outra crítica diz respeito aos conteúdos “ensinados” por ele, que vão desde História da Arte até Astronomia, passando por Matemática e Finanças, entre outros; aqui os críticos dizem que é impossível alguém dominar tantos conteúdos assim, a ponto de realizar um ensino de qualidade.

Críticas à parte, o fato é que as “aulas” de Khan, disponíveis em vídeo no site www.khanacademy.org (apenas em inglês) são um sucesso internacional. Os vídeos com 10 a 20 minutos de duração falam de assuntos muito específicos, recheados de exemplos. Detalhe: Khan não aparece nos vídeos, apenas a sua voz e os conteúdos abordados. Aliás, Khan acredita que o uso intensivo de exemplos práticos são o diferencial do seu método, sendo também o “segredo” do seu sucesso.

A boa notícia é que os conteúdos da Khan Academy estão em processo de tradução para o português, no site da Fundação Lemann (www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/).

Minha opinião: independentemente das críticas, acho que quanto mais pessoas batalharem por um ensino de qualidade, melhor. Aos críticos de Khan, sugiro que aprendam com o sucesso dele e tentem descobrir os motivos disso. E, além de criticar, que tal também colaborar com esse trabalho para torná-lo ainda melhor?

Para as instituições de ensino em geral, também vai ficando um desafio: com a crescente oferta de conteúdos de qualidade livres para o acesso do público (ou seja: de graça!), como justificar as suas aulas, que nem sempre trazem conteúdos com a mesma qualidade? Está aí um sinal de que é preciso mudar com urgência…

E você, o que acha? Que tal dar uma olhada em algumas aulas do Salman Khan e dar a sua opinião?

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Eu já tinha escrito sobre Meme, pena que a Luiza não viu… 19/janeiro/2012

Posted by rapidoerasteiro in Internet.
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Confesso que é boa a sensação de ter já escrito antes sobre um assunto que agora está em evidência. Longe da pretensão de criar tendências, mas mostra que a gente está atualizado e par dos conceitos e tecnologias mais recentes.

A frase da moda é … “pena que a Luiza não veio”, mais um Viral que se propaga pela internet e fora dela. Surgiu com um comercial de TV de um empreendimento imobiliário em João Pessoa (PB), que acabou virando mania nacional. Com certeza, nem a agência e nem o anunciante imaginaram que uma frase tão despretensiosa como essa teria um alcance e um impacto tão grande.

Junto com a frase, a imprensa e os especialistas passam a discutir o conceito de Meme. O legal, para mim, é que eu já havia escrito sobre Meme e Memética (a ciência que estuda os Memes) em 6 de fereveiro de 2009, há quase 3 anos atrás. Desse post, acho que vale a pena citar a definição de meme:

Trocando em miúdos: um meme é uma unidade de informação que, a partir da comunicação (fala, livros, blogs, vídeos, etc.), se multiplica de cérebro em cérebro. Essa “unidade de informação” pode ser uma idéia, fato, som, desenho, etc., e segundo a teoria se autopropaga e evolui conforme passa de cérebro em cérebro. Essa evolução seria mais ou menos no sentido daquele velho ditado: “quem conta um conto aumenta um ponto”. Claro que esse aumento pode ir além apenas de uma simples modificação na mensagem original, podendo ser até contribuições/correções valiosas na idéia original.

Nota-se que o Meme pode sofrer “mutações” ao longo do tempo, com as mudanças. Não é por acaso então a semelhança entre os nomes das ciências Memética e Genética.

Provavelmente, até já devemos ter outras expressões parecidas com a frase original sobre a “Luiza”, que virou celebridade sem querer e que, segundo o Bom dia Brasil da Rede Globo, deve voltar do Canadá nesta semana (conforme dizia a propaganda original). Eu mesmo tomei essa liberdade de mudar a frase no título deste post.

É fato também que a moda da Luiza vai passar e que outros memes surgirão. Na verdade, eles sempre existiram (Meme não é um fenômeno da internet) nos bordões, frases de efeito, músicas, piadas, etc. Com isso fica a pergunta: qual será o próximo Meme Nacional?

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