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A mentalidade do mercado ainda não consegue acompanhar a evolução tecnológica 6/setembro/2010

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
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Por recomendação de um amigo, hoje assisti a uma entrevista do Silvio Meira, presidente do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), falando sobre várias coisas: mídias sociais, mercado de trabalho e até mobilidade urbana.

Achei muito bacana a entrevista e concordo com a maior parte das considerações do Silvio. Porém, sou obrigado a comentar uma distorção que está sendo feita em relação à internet: Twitter, Orkut, Facebook, etc. não são Redes Sociais, mas sim Mídias Sociais. As Redes Sociais existem desde sempre, pois representa a integração (“redes”) de pessoas com interesses em comum (“sociedades”).

No caso da internet, vários sites e ferramentas foram criados com o objetivo de facilitar a criação e a manutenção de redes sociais. Ou seja, a internet é um meio (“mídia”) para o desenvolvimento de Redes Sociais. Prova disso é que, antes da internet, tínhamos o famoso número telefônico 145 (lembra do “disque amizade”?), que a seu modo também era uma mídia social.

O entrevistado também aborda a questão da relação de trabalho para as profissões mais qualificadas, principalmente aquelas relacionadas ao setor da Tecnologia da Informação. As idéias dele são compartilhadas por muitos outros especialistas, entre eles o Waldez Ludwig, dizendo que as pessoas precisam ser remuneradas por produtividade, e não pelo tempo. Neste ponto, trago duas ponderações:

  1. Os especialistas realmente têm razão em mostrar esta tendência. Porém, esquecem de mencionar as limitações existentes na legislação brasileira, que deixa os contratantes de mãos atadas. Um exemplo é a Portaria 1.510 do Ministério do Trabalho, que regulamenta a marcação de ponto funcional em meios eletrônicos, “engessando” completamente empresas de TI com mais de 10 (dez) funcionários. Então, mais do que pregar a mudança de mentalidade, esses especialistas também precisam destacar que é necessário mudar a Legislação Trabalhista.
  2. Realmente, o sonho de consumo de qualquer gestor é contar com profissionais proativos, responsáveis, e com mentalidade empreendedora. Porém, a realidade do mercado não é bem assim. Ainda há muita gente que precisa de “gerentes”, pois ainda não têm a habilidade e a atitude de se autogerenciar. Então, apesar de já termos muita gente com esta “nova mentalidade”, a grande maioria ainda trabalha no esquema “feudal”.

Enfim, resumindo o teor da entrevista, podemos concluir que o mercado e talvez até mesmo a maior parte da sociedade, ainda não conseguem acompanhar a evolução tecnológica adequadamente. Prova disso é que tem muita empresa utilizando Mídias Sociais só porque está na moda, ou porque o concorrente já está lá também. E isso acontece porque os próprios gestores não estão se preparando para entender evoluções como esta.

Ainda vemos e ouvimos muitos gestores declarando que não acreditam nas mídias sociais, principalmente por causa dessa falta de entendimento. Eles (e elas) realizam ações em meios que não compreendem e, por isso, essas ações acabam sendo inócuas, não trazendo resultados positivos. Prova disso é que, apesar de promoverem ações em mídias sociais, normalmente bloqueiam o acesso a essas mesmas mídias no ambiente de trabalho, ao invés de promover uma maior integração. E ainda por cima, por causa dos resultados ruins (e não por causa da falta de entendimento), acabam declarando absurdos como esses. Sorte daqueles que estão fazendo o trabalho corretamente, pois a cada dia mais vemos estudos de casos de grandes sucessos. Sobre isto, creio que vale a pena dar uma olhadinha neste outro post que escrevi (link aqui).

Por fim, deixo abaixo os vídeos (parte 1 e parte 2) da entrevista que mencionei acima. Vale a pena assistir.

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Comentários»

1. Fernando Palermo - 6/setembro/2010

Tá bom o blog, heim? Muito legal mesmo. Abraço. FPalermo

rapidoerasteiro - 6/setembro/2010

Grande mestre Palermo!
Um elogio seu para mim é grande honra!
Abração!

2. Marcio Okabe - 22/junho/2011

Adorei esta entrevista! Concordo 100% com as críticas aos modelos de ensino e empresas que ainda contratam no modelo da revolução industrial.
Tenho um artigo que fala sobre “Da Revolução Industrial à Revolução do Conhecimento”
http://www.konfide.com.br/tendencias/da-revolucao-industrial-a-revolucao-do-conhecimento

Abraços e parabéns pelo post,
Marcio Okabe


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