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A (falta de) sustentabilidade nos produtos eletrônicos 15/julho/2010

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.
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Não há dúvida que nesses tempos de mudanças climáticas a palavra da moda é Sustentabilidade. Segundo a Revista Exame, “compreende as ações da empresa que visam elevar sua produtividade, melhorar seus produtos e métodos de gestão e contribuir para a preservação do meio ambiente”. Ou seja, fica bem clara a questão da Preservação Ambiental nesse contexto, até porque hoje já existe a noção de que os nossos Recursos Naturais não são infinitos e que, se não cuidarmos do Meio Ambiente agora, vamos colocar em risco não apenas as empresas, mas também as vidas de todos.

Resolvi escrever este post porque, apesar das várias advertências que a natureza tem dado (furações, enchentes, secas, calor intenso, degelo, etc.) o ritmo de desenvolvimento de novos produtos e o estímulo ao consumo tem ficado cada vez maior, e sem a menor preocupação com a sustentabilidade. O motivo foi a leitura da notícia no site Adnews falando que “TV 3D estará em todos os lares ingleses em 2013”.

O mais interessante é que ninguém fez uma pergunta simples: e para onde vão as TVs usadas que sairão dos lares ingleses? Aguardo a resposta.

O fato é que o modelo proposto pelas empresas, no caso as fabricantes de eletrônicos, não é sustentável. Isso acontece porque o consumo é estimulado na base da troca do produto atual por um mais moderno, sem pensar no que será feito no equipamento que está sendo descartado. Especificamente no caso da TV 3D, não seria mais sustentável vender um upgrade das atuais TVs (com uma configuração mínima) para que suportem a funcionalidade 3D, ao invés de propor jogar fora e comprar uma nova? Com celulares é a mesma coisa: que tal propor a troca da “carenagem”, com upgrades de memória, processador e sistema operacional, ao invés de jogar fora o aparelho e trocar por um novo?

Em um mundo ideal, podemos pensar em uma “conscientização da sociedade” para a questão ambiental, que hoje já é uma questão social. O problema é que as pessoas não se mostram muito interessadas nisso, principalmente quando não são afetadas diretamente pelas suas consequências. É mais ou menos como aquele velho ditado: “pimenta no nariz dos outros é refresco”.

E quando a sociedade não se organiza, os Governos se obrigam a tomar algumas atitudes para tentar controlar as coisas. Assim, temos visto o surgimento de uma série de Leis que tentam forçar as empresas a cuidarem do lixo gerado pelos seus produtos quando são descartados pelos consumidores. O problema é que é muito difícil controlar o cumprimento de leis desse tipo, porque não há fiscalização suficiente e também há pouca conscientização.

Para aliviar a questão, algumas pessoas enxergaram oportunidades de negócio na falta de cuidado que as pessoas têm com o seu lixo. Hoje, muitas pessoas sobrevivem a partir da coleta de lixo reciclável. É um trabalho sujo e perigoso, mas nem por isso menos nobre. O problema é que a separação do lixo é feita “in loco”, ou seja, nas próprias lixeiras das casas e prédios, sem muito (ou com nenhum) cuidado. Assim, apesar de ajudar a resolver o problema da reciclagem do lixo, muitas vezes isso causa o espalhamento do lixo pelas ruas, causando o entupimento de bueiros e redes de esgoto.

Enfim, os problemas são muitos e também são complexos. Mas o que eu quis levantar aqui é uma sequência de fatos para os quais precisamos prestar atenção:

  1. As empresas precisam pensar não apenas em fazer propaganda e implantar ações pontuais de preservação ambiental. Ou seja, precisam parar de fazer Greenwashing (já falei sobre isto neste mesmo blog) e começar a pensar em produtos com maior longevidade, diminuindo a geração de lixo.
  2. Os consumidores (nós) precisam cobrar das empresas produtos sustentáveis. Além de preservarmos o meio ambiente, também preservaremos os nossos bolsos, pois sempre foi mais barato fazer um upgrade do que comprar um produto novo. Nossas garagens, gavetas e armários também agradecerão o espaço que será salvo com menos aparelhos velhos que ficam guardados e sem uso.
  3. Todos precisam pensar sobre a destinação do lixo. Reciclagem não é mais “papo de ecologista chato”; reciclar o lixo adequadamente movimenta a economia, reduz custos das empresas, dos produtos, e da própria administração pública, além de evitar outros problemas sociais. Ou seja, todos ganharão com isso.

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