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Pessoas, Internet, Trabalho 18/junho/2010

Posted by rapidoerasteiro in Internet.
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Ontem fui convidado por um amigo para escrever algumas opiniões sobre Mídias Sociais, mais especificamente para organizações de Santa Catarina, a ser publicado em um informativo local (obrigado!).

Por razões óbvias, não vou publicar aqui o texto que enviei (quando for publicada a matéria, avisarei aqui e/ou no Twitter), mas me levou a pensar por que muitos Gestores ainda não entendem a Internet. Ou pior, entendem errado e, por isso, criam estratégias e ações completamente ineficazes, como estamos cansados de ver por aí, ou simplesmente deixam de aproveitar a rede como um precioso recurso.

Claro que precisamos levar em conta o fato de que a absoluta maioria dos atuais Gestores nas organizações não são “nativos digitais”, ou seja, a internet veio depois deles. Então, considerando a resistência a mudanças que sempre existe em qualquer ser humano em maior ou menor grau, fica complicado para muita gente entender os impactos da internet no nosso dia a dia. No grupo dos resistentes ainda há muita gente que entra em estado de negação, ignorando totalmente as pesquisas mais recentes que mostram que 1/3 da população Brasileira tem acesso à rede, com taxas de crescimento anual na casa dos 20% e considerando todos as classes e segmentos sociais.

O que eu vejo, no fim das contas, é que a maioria das pessoas complica o que na realidade é simples. Para entender a internet não é necessário estudar seus aspectos técnicos, eletrônicos, de programação de software etc., que realmente são para os especialistas. Da mesma forma que utilizamos o telefone sem questionarmos como o sistema de telefonia funciona, precisamos usar a internet. E é aí que mora a simplicidade de tudo: a internet é também, afinal, mais um meio de telecomunicação (na verdade, o mais moderno e sofisticado que temos hoje).

Ainda vejo nas organizações uma “caça às bruxas” contra a internet, principalmente em relação às redes sociais. Em muitos locais vemos que sites e serviços são bloqueados, tais como MSN Messenger, Orkut, Facebook, Twitter, etc., com a premissa de que essas ferramentas são uma “distração” ao trabalho das pessoas. E é neste ponto que vejo uma inversão de valores: é a internet que distrai as pessoas no trabalho, ou as pessoas que procuram algo para se distrair ao invés de trabalhar?

Isso me fez lembrar um ex colega de trabalho, uns 30 anos mais velho do que eu, que contou um fato ocorrido muitos anos atrás numa outra empresa que ele trabalhava: funcionários de uma divisão foram pegos jogando Damas no horário de trabalho, quando uma visita importante estava ocorrendo.

Opa, então será que o problema é mesmo a internet hoje? Ontem tínhamos Xadrez, Damas, Batalha Naval, Palavras-cruzadas, recados em papel; depois (e ainda hoje) o Telefone, o Rádio, a TV, os rabiscos, e o eterno cafezinho; atualmente temos a internet e várias dessas coisas lá dentro (exceto o cafezinho). Todos esses elementos já foram ou ainda são considerados elementos de distração em relação ao trabalho das pessoas, mas muitos deles também eram/são ferramentas de trabalho. Então, será que o problema é a ferramenta, ou o uso que se faz dela?

Na minha opinião os gestores precisam parar de criar desculpas para encarar o real problema de frente: por que as pessoas estão procurando distrações, ao invés de estarem concentradas no trabalho?

Quanto às respostas e soluções, deixo-as com os próprios gestores e as particularidades de cada situação e organização.

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