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Agora sim, a Internet pode influenciar o resultado das Eleições 2010 7/abril/2010

Posted by rapidoerasteiro in Internet.
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Hoje pela manhã, enquanto dirigia para o trabalho, eu estava refletindo sobre como será o processo eleitoral deste ano, e quais os possíveis resultados. Confesso que o assunto é bastante indigesto para as primeiras horas do dia, mas não pude controlar. Não sei se foi a CBN no rádio, ou se fui eu mesmo quem tirou a idéia.

Enfim, todos parecem concordar que a internet terá papel importante nestas eleições. E isso não deve ser uma questão de modismo como o que aconteceu nas eleições municipais de 2 anos atrás, quando o “fenômeno” Obama na internet deslumbrou muitos candidatos, que queriam fazer o que o atual Presidente dos EUA fez, mas ainda não entendiam como.

O fato é que, segundo pesquisa recente do Ibope Nielsen on-line, em Fevereiro desde ano o Brasil tinha 67,5 milhões de usuários ativos na internet com mais de 16 anos. Ou seja, quando as eleições deste ano iniciarem teremos praticamente 1/3 da população com acesso à rede, um número bastante significativo. Se somarmos a esta realidade o fato de que, segundo a mesma pesquisa 86,3% dos internautas brasileiros acessam mídias sociais (Orkut, Facebook & cia), temos quase 60 milhões de pessoas que interagem com suas redes sociais via web, e que poderão possivelmente compartilhar informações sobre suas preferências (e rejeições) em termos de Candidatos em nível Estadual e Federal.

Portanto, mesmo que não queiram, os Candidatos estarão na internet, porque as pessoas irão também conversar sobre política na rede. Com certeza, muitos comitês de campanha irão ter atuação ativa na web, porém vejo duas limitações principais para a efetividade destas ações:

  • Ainda tem muita gente que subestima a web, que acha que é coisa de “gente rica”. Muitos candidatos e publicitários acham que o “povão” não tem acesso e não se interessa pela internet (eu já presenciei isso), o que é um grande engano, além de ser uma visão extremamente preconceituosa. Por isso, será comum vermos ainda nesta ano ações na web de campanhas políticas que ficarão à margem da campanha principal, com o discurso na rede destoando do discurso oficial ou sendo “chapa branca” demais, levando as pessoas a questionar a credibilidade dessas ações e fazendo com que o “tiro saia pela culatra”.
  • São pouquíssimos os candidatos que pensam além da eleição, ou seja, que procuram manter uma base fiel de eleitores, utilizando a internet como meio efetivo de comunicação durante toda a sua carreira política. Normalmente, quando a campanha acaba o candidato simplesmente abandona a base de apoiadores conquistada durante a campanha. Como o processo eleitoral brasileiro dura pouco mais de 3 meses, que é muito pouco tempo para desenvolver um trabalho que crie uma base sólida de apoiadores, normalmente o candidato precisa sempre começar do “zero”, e não deve colher grandes resultados.

Resumindo a história: agora o Brasil tem um número considerável de pessoas que acessam a internet ativamente. Candidatos que entenderem a web e que utilizarem bem o potencial de comunicação em sentido de mão dupla para estabelecer um DIÁLOGO ABERTO, e com visão estratégica (LONGO PRAZO) irão aproveitar e tirar vantagem do potencial da rede.

E a nós, simples e mortais eleitores, nos cabe também cobrar transparência e informações dos candidatos. E, quem for omisso ou vago, pode ser simplesmente “deletado” do nosso voto.

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