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Faltou tudo em Floripa neste final de semana 16/novembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.
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Arrisco ser chamado de chato com este post, mas as desventuras deste final de semana praticamente me obrigaram a escrever sobre o assunto.

Florianópolis é atualmente uma cidade conhecida pelo seu potencial turístico, principalmente por conta das suas belas praias. Bem, creio que a maior parte dos turistas que vieram para cá procurar essas praias, devem ter voltado para casa um pouco decepcionados. Não com as praias, mas com algumas coisas ao redor e que fazem a diferença quando se fala em turismo.

Contrariando a previsão do tempo, o Domingo foi um dia muito bonito, com sol e calor. Resolvi sair para almoçar, quando começou a maratona. Primeiro, fui ao Shopping Beiramar, que estava bastante cheio. Primeira parada, no restaurante Pier, do qual sou freguês assíduo. Dez minutos esperando a retirada de um prato sujo da mesa onde estava, e resolvi ir para a praça de alimentação, onde absolutamente todas as lojas tinham fila. Bem, descemos para o restaurante Viena, com outra fila. E, por fim, quando apelamos para fazer um lanche em um dos cafés, todos eles estavam fechando por falta de mercadoria. Bem, dada a situação, o mínimo que a administração do Shopping deveria fazer era fechar a entrada para o estacionamento, indicando que o local estava lotado. Seria uma atitude honesta, pelo menos.

Depois fomos ao Ragazzo. Chegando lá, pedimos dois pratos e recebemos a notícia que só havia 1, pois o ingrediente principal havia acabado. Pouco depois, ouvimos um garçom declarar para outra mesa: estamos sem polpetone, sem frango e sem capeletti. Nesse meio tempo, chegou o suco que havíamos pedido, pois metade das opções de refrigerante também havia acabado. O suco estava uma calda e teve que ser devolvido, voltando aguado e completamente sem gosto. Por fim, almoçamos na obrigação, aceitando um nhoque e um prato com polpetone, ambos parte quente e parte frios. E ainda pagamos por isso.

Mais tarde, voltei para o Beiramar Shopping para conversar com uns amigos. Um deles foi no Pizza Hut para pedir uma pizza individual, que também havia terminado. Ele optou por um pastel de camarão na 10 pastéis, mas teve que escolher outro sabor porque o camarão também tinha acabado.

No fim do dia, vi pela TV que o trânsito da cidade estava caótico (ainda bem que eu já estava em casa). Somando a saída dos torcedores do jogo Avai X Corinthians, a volta para casa dos turistas, e problemas com alguns semáforos na Av. Beiramar Norte, causou um engarrafamento monstruoso. Segundo as notícias, algumas pessoas demoraram até 2 horas para sair de Floripa.

Aqui vemos duas questões que mostram o despreparo dessa linda cidade, com uma causa comum: falta de capacitação profissional. Pelo que estamos vendo, todos, sem exceção precisam melhorar. Tanto aqueles que exercem cargos de alta direção, quanto aqueles que trabalham nas operações, precisam melhorar.

Porém, ao contrário do que muitos afirmam, na minha opinião o problema maior não está na falta de capacidade dos profisisonais “de base”, mas sim nos Dirigentes. Alguns exemplos são claros:

  • Gerentes de restaurante precisam analisar melhor as informações de histórico, monitorar o clima e as informações de vinda de turistas, para planejar melhor a equipe de trabalho e os estoques.
  • Proprietários de estabelecimentos comerciais precisam selecionar melhor seus funcionários e remunerar adequadamente os talentos. Capacitação também é importante.
  • Gestores públicos precisam pensar nos serviços, na urbanização e na infra-estrutura, considerando que se trata de uma cidade turística, onde a população aumenta consideravelmente em determinadas épocas do ano.

Um dos grandes problemas que temos hoje é uma visão míope de ambas as partes, que cria um círculo vicioso. Os empresários reclamam que não há profissionais competentes no mercado, porém não gostam da idéia de pagar salários muito maiores do que o piso. Com isso, os funcionários não têm recursos para consumir, e muito menos para investir em capacitação profissional.

É mais ou menos como conversei com meus alunos na semana passada: empresa que paga o “piso salarial”, não pode reclamar que só tem funcionários com o “piso” de qualificação profissional. E quem perde é a sociedade como um todo.

Este é um jogo onde toda a sociedade precisa participar para ganhar. Na minha opinião, o pontapé inicial deve ser dado por aqueles que têm “folego financeiro” maior, que são os empresários. Quem sabe, se aumentarmos a distribuição de renda e educação na região, se começa a virar o jogo criando um círculo virtuoso.

O desafio é grande, a resposta não é simples, e nem tampouco a solução é rápida. Mas, quem sabe, pensando a respeito podemos chegar a algumas conclusões que viabilizem ações de melhoria. E o momento é agora.

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