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Os 9 princípios de inovação do Google 29/junho/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
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O assunto não é novo, mas navegando na rede eu encontrei vários posts em vários blogs falando sobre uma entrevista dada pela Vice-Presidente da área de Buscadores e Experiência do Cliente do Google, Marisa Mayer para o site Fast Company, em Fevereiro de 2008. Na entrevista, ela cita os “Nove Princípios de Inovação” que o Google aplica. Achei legal comentar sobre isso hoje, para começar a semana.

Claro que cada empresa é uma empresa, e não adianta tentarmos copiar ao pé-da-letra o que o Google faz, porque sempre haverá diferenças culturais, financeiras, de mercado, etc. Porém, sempre é importante atentarmos para algumas dicas de uma das mais inovadoras e bem-sucedidas empresas da atualidade.

Seguem os 9 princípios, com alguns comentários meus, além de coisas que tirei da própria entrevista:

  1. Inovação não é perfeição instantânea: lançar produtos mesmo que estejam incompletos, esperando coletar feedbacks do mercado que permitam a sua evolução. Assim, boas idéias florescem e são adaptadas ao gosto do mercado, enquanto idéias ruins ou imaturas são descartadas sem grandes investimentos.
  2. As idéias vêm de todos os lugares: há uma grande lista interna onde as pessoas do Google postam suas idéias. Os próprios participantes da lista avaliam quanto boa ou ruin é cada idéia, fazendo uma “autofiltragem”. Assim, são dispensados comitês formais, a partir do simples compartilhamento de idéias e da liberdade de expressão.
  3. Licença para perseguir seus sonhos: a empresa permite que todos os profissionais dediquem parte do seu tempo fazendo o que bem quiserem na empresa, com a expectativa que essas pessoas construam coisas úteis para a empresa. É uma ação um tanto arriscada, pois depende muito da maturidade e do clima da organização e dos funcionários, que devem estar motivados a “comprar” essa idéia de fazer coisas que revertam para a empresa.
  4. Transforme projetos ao invés de matá-los: claro que isso se refere a projetos que não estejam tendo o retorno esperado. Creio que este princípio deve andar de mãos dadas com o 1º, que diz que os projetos devem ser adaptados ao longo do tempo, além de mostrar uma confiança na equipe interna. O princípio é que o mecanismo de filtragem funciona tão bem que mesmo aqueles produtos que não estejam tendo sucesso deve ter algo de muito bom, podendo ser transformados, ou incorporados a outros produtos, de forma a atender aos interesses do mercado.
  5. Compartilhe o máximo de informações que você puder: esta é fácil, e ao mesmo tempo difícil. É fácil de vermos que várias cabeças pensam melhor do que poucas (ou uma) e, para tanto, o compartilhamento de informações é fundamental. O difícil, neste caso, é criar a cultura que irá motivar o compartilhamento dessas informações, além de ter meios adequados para isso, rumo a termos conhecidos como “Gestão da Informação”, “Gestão do Conhecimento”, etc.
  6. Clientes, Clientes, Clientes: tomei a liberdade de substituir o texto original que dizia “Usuários, usuários, usuários”, porque achei muito restrito à área de tecnologia. O princípio aqui é focar tudo na empresa nas necessidades dos clientes, pois fazendo isso o dinheiro virá naturalmente. Pena que nem todo empresário enxergue isso corretamente.
  7. Dados são apolíticos: aqui há uma declaração que prega a “humildade coletiva”. Ou seja, quando forem compartilhar dados e informações, as pessoas devem “se desapegar” dos seus interesses pessoais, para que os produtos tenham uma neutralidade saudável. Outro ponto é o uso intensivo de técnicas científicas para comprovar teorias sobre os produtos, o que normalmente é feito por intermédio de testes.
  8. A criatividade adora restrições: ao contrário do senso comum, que diz que a criatividade deve ser algo sem limites, o Google acredita que os limites funcionam exatamente como um incentivo a mais para que os criativos criem soluções inovadoras. Bem, isso pode ser verdadeiro para engenheiros do tipo “Professor Pardal”, mas acho que isso precisa ser visto com bastante critério. De qualquer forma, o fato é que os recursos sempre serão escassos, então querendo ou não, sempre haverá limites para o desenvolvimento das idéias criativas, o que soma este princípio com o Primeiro desta lista.
  9. Você é brilhante? Nós contratamos: bem, acho que este princípio é meio lógico. Olhando com atenção os outros 8 princípios, fica bem claro que para que eles funcionem a empresa precisará de profissionais maduros, competentes e comprometidos. Portanto, o Google tem consciência que precisa ter os melhores profissionais no seu time para que continue sendo a melhor empresa no seu mercado. Bem, mesmo respeitando-se novamente as características de cada empresa, este princípio é algo que definitivamente precisa ser considerado.

E você? O que acha desses princípios? Como aplicaria na sua empresa?

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