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Áreas de negócio não devem delegar as prioridades de TI 10/junho/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Tecnologia.
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Bem, quem me conhece deve achar que eu estou dando um “tiro no pé”, uma vez que a minha formação inicial (graduação) é na área de TI (Ciências da Computação).

Na maior parte das empresas, as áreas de Tecnologia da Informação – TI, são as responsáveis por definir as proridades de tecnologia, inclusive aquelas relacionadas aos sistemas de suporte aos processos das áreas de negócio. A partir disso alguns podem questionar:  isto é correto, pois a função da área de TI não é exatamente esta?

E é aí que reside a minha opinião polêmica. Minha resposta à questão acima é: sim, mas ao mesmo tempo, não. Sim, por que a área de TI realmente precisa definir os requisitos tecnológicos dos sistemas desenvolvidos pela e para a organização, sem dúvida alguma. Aqui entram todas as especificações e prioridades em realação a linguagens de programação, frameworks, arquitetura de sistemas, sistemas operacionais, bancos de dados, etc. Agora, o Não: em muitas empresas, a TI também é responsável por priorizar a implantação das funcionalidades, relacionadas aos processos das áreas de negócio. Na minha opinião, Não concordo que a TI deva fazer isto, pois é algo inerente à missão de cada área de negócio e, portanto, não deve ser delegado.

Sempre me achei solitário nesta opinião, mas fiquei muito surpreso (e também satisfeito) em ver que não estou sozinho neste barco. Recebi ontem a newsletter da Revista CIO e lá havia o texto “A TI erra ao definir a prioridade dos projetos, diz analista“. Vejam que foi a vice-presidente do Gartner para a América Latina, Ione Coco, que declara que a priorização deve ser feita pelas áreas de negócio. Recomendo a leitura do artigo.

Resumindo a novela, sempre levantei esta bandeira de que as áreas de negócio devem não somente priorizar, mas também acompanhar e liderar ativamente a implantação de sistemas, uma vez que são (ou deveriam ser) os maiores interessados no sucesso do software, que será utilizado exatamente por essas áreas. Ou seja, os especialistas nos processos implementados na forma de software é que devem ser os maiores responsáveis pela especificação e validação dos softwares que eles mesmos irão utilizar. E onde fica a TI nisso tudo? A TI deve ficar responsável por desenvolver a melhor tecnologia para aqueles processos especificados pelas áreas de negócio e, para tanto, precisa ter foco nesta missão, para dar o melhor suporte possível a essas áreas.

É por isso que a TI muitas vezes é crucificada nas empresas, pois exige-se que o profissional de TI seja mais do que um especialista em Tecnologia da Informação, pois ele precisa ser praticamente também especialista nos processos de negócio, já que na maioria dos casos as áreas de negócio delegaram essa parte para a TI. Assim, a equipe de TI tem que liretalmente “se virar nos 30”, o que gera perda no foco do seu trabalho. E é o que normalmente acontece: o pessoal de TI acaba tentando fazer software sobre processos com pouca especificação, pois os especialistas delegaram para a TI o que não poderia ser delegado. Qual o resultado? Software com tecnologia longe da ideal, que não atende às expectativas das áreas de negócio.

E quem perde? Bem, a resposta é fácil: a organização como um todo. Portanto, não adianta culpar um ou outro profissional, ou a área de TI como um todo. Enquanto os Gestores não abrirem os olhos e perceberem que a TI deve ser encarada como um meio para agregar valor ao negócio, e não um negócio em si própria, a questão irá perdurar. E isso passa, na minha opinião, pela própria dismistificação da tecnologia e, nesse ponto, a própria área de TI tem uma boa parcela de culpa.

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Comentários»

1. Guilherme Tossulino - 12/junho/2009

Oi Marcus,

Concordo com a sua posição quanto a definição do negócio em projetos de TI. Na verdade, o que ocorre em muitas empresas é que o projeto é da TI, quando deveria ser também da TI.

Mas isso está mudando, empresas que já amadureceram esse processo estão adotando escritórios ou núcleos de análise de negócios, que tem por fim fazer a ponte entre a TI e os núcleos que definem as regras do negócio.

A análise de negócio vem para acabar com o gap entre a TI e os demais núcleos e precisa ser estudada para que a aplicação não se limite apenas a produção de documentos inúteis ao cliente e ao desenvolvimento da solução.

2. Áreas de negócio não devem delegar as prioridades de TI – parte II « Blog Rápido e Rasteiro - 30/junho/2009

[…] Áreas de negócio não devem delegar as prioridades de TI – parte II 30/Junho/2009 Posted by rapidoerasteiro in Gestão. Tags: CIO, Gestão, google, Inovação, Open Innovation, TI trackback Alguns podem pensar que eu estou de “marcação” com o tema, mas novamente recebi na newsletter da Revista CIO, uma matéria falando sobre não delegar responsabilidades de negócio para a área de TI. Para quem não se lembra, abordei este tema no dia 10 de Junho, também a partir de uma matéria que li na CIO. […]


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