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A guerra da tecnologia da informação 25/maio/2009

Posted by rapidoerasteiro in Internet.
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“O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país”.

“A revolução da informação representa uma nítida transferência de poder de quem detém o capital para quem detém o conhecimento.”

(Peter Drucker)

O famoso guru da administração, Peter Drucker, realmente tem frases que refletem a situação atual. Muito atual e perspicaz, Drucker realmente parece, às vezes, prever o futuro próximo a partir de frases com essas.

Trouxe este assunto pois acabei de ler no IDGNow a seguinte notícia: “Messenger é bloqueado em 5 países em crise diplomática com os EUA”. Segundo a matéria, a empresa norte-americana Microsoft parou de oferecer o acesso ao Windows Live Messenger, para usuários localizados em Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coreia do Norte, países que têm problemas diplomáticos com os EUA. Ou seja, está tentando dar um sinal de que o seu poder tecnológico só estará disponível para quem dançar conforme a música norte-americana.

Pessoalmente, acho que demorou para termos questões como essas acontecendo no mundo. Realmente, quem detém o conhecimento, a informação e a tecnologia, sempre estará um passo a frente em termos de poder. E, infantilmente, como os “donos da bola”, essas nações que detêm esse “poder” simplesmente tiram o “brinquedo” das mãos daqueles que discordam delas.

Acho que está na hora do pessoal parar de brincar de mandar e desmandar, para que os demais também parem de tentar desafiar. Nessa brincadeira irresponsável de uns poucos “mandões” imaturos, muita gente inocente sofre.

Ah, e para quem pensa que o infantil bloqueio da Microsoft, que entrou nesse jogo sujo (novidade…), vai funcionar, é porque não conhece sistemas como o Tor. Ao instalar o sistema, as pessoas desses países “bloqueados” poderão navegar na rede de forma praticamente anônima, e muito provavelmente também contornarão o bloqueio imposto. Tudo bem, a navegação ficará mais lenta, mas pelo menos continuará funcionando sem restrições.

Nessa história toda, não há “bonzinhos”, uma vez que os governos de Cuba, Síria, Irã, Sudão e Coreia do Norte não são compostos por “anjinhos”. E mais uma vez, quem acaba pagando o pato são as pessoas comuns, usuárias da internet e que na sua maioria também são vítimas dos governos ditatoriais. Para esses, ainda bem que a Rede tem seus recursos que permitem burlar ações absurdas com a que a Microsoft fez a mando do governo americano.

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