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Você já deve ter visto a Susan Boyle no Youtube 21/abril/2009

Posted by rapidoerasteiro in Artes, Internet.
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Se você não recebeu algum e-mail sobre a revelação Susan Boyle, provavelmente deve ter visto esta senhorita de 47 anos na televisão. Na semana passada, durante o programa de tv inglês “Britain’s got Talent“, ela foi recebida de forma até indelicada por parte da platéia e dos jurados, principalmente devido à sua aparência e idade. Porém, ao soltar a voz na música “I dreamed a dream”, do musical Os Miseráveis, deixou a todos boquiabertos. Ao final, todos deram a mão à palmatória, pediram as devidas desculpas e aplaudiram devidadamente o talento de Susan, inclusive o “simpático” Simon Cowell, que também trabalha como jurado no programa American Idol.

O que surpreende não é o fato em si, muito comum em programas de calouros que revelam talentos improváveis. A surpresa neste caso foi a repercussão que o fato tomou em pouquíssimo tempo, graças em grande parte ao fenômeno “viral” na internet. Ao procurar pelo nome “Susan Boyle” no Youtube, somente na primeira página de vídeos listados o número total de visualizações passa dos 65 milhões! Detalhe: o fato ocorreu no último dia 11 de abril, ou seja, há menos de 2 semanas atrás.

Acessei o site SimViral do meu colega Ziggy e, não surpreendentemente, o assunto já havia sido tratado lá. Aliás, o post que está lá relembra que o mesmo fenômeno, porém em escala menor, aconteceu sobre um outro talento surpresa no mesmo programa. Paul Potts, também acima da idade padrão e sem a aparência padrão, cantou o clássico das óperas Nessun Dorma. Ele não apenas foi visto milhões de vezes na internet, mas também venceu a edição 2007 do “Britain’s got Talent” e já gravou dois cds.

A análise do SimViral diz que “Susan e Paul são a prova que nem só de gracinhas vive um viral. A superação é uma outra forma de surpreender e emocionar as pessoas em torno de uma causa. Só que da mesma forma que acontece com os vídeos engraçadinhos, se for forçado, não vinga.

Sobre essa análise, eu ainda complementaria que, para fazer um viral vingar, não basta ser inusitado, ou emocionante. A mídia é um fator preponderante na propagação do fato que está viralizando. Se este fato estivesse restrito à internet, tenho quase certeza que não teria o mesmo impacto, ou pelo menos não na mesma velocidade. Porém, quando fatos com potencial viral são publicados em mídias de massa como TV e rádio, além da própria internet, a sua propagação ganha muito mais força. Prova disso é que vários programas de TV até aqui no Brasil noticiaram o fato (inclusive o Fantástico, da Rede Globo), e Susan Boyle já foi entrevistada em programas de TV de várias partes do mundo, inclusive pelo famoso Larry King da CNN.

Outro ponto que é praticamente um senso comum sobre virais é que quanto menos “oficial”, ou “chapa branca”, for o fato relatado, maiores as chances de ele ser propagado. No caso de Susan Boyle e Paul Potts, a maior parte dos vídeos postados no Youtube não eram da emissora, sem bem que no caso de Susan o vídeo do canal oficial do programa (BritainsSoTalented) sozinho já teve mais de 30 milhões de acessos e é o vídeo que tem sido propagado na rede.

Tenho certeza de que a produção do programa já conta com a internet para divulgar os seus talentos inusitados. Tanto Paul quanto Susan não chegaram ao palco do “Britain’s got Talent” sem passar por uma boa seleção, pois todos os programas de calouros precisam fazer uma “peneira”, já que o tempo da TV custa caro e, por conta disso, as produções/direções dos programas já tentam determinar previamente se querem cenas mais emocionantes ou cômicas. Além disso, ao prestar um pouco mais de atenção na edição dos vídeos postados, nota-se que há um cuidado especial para emocionar o espectador nesses casos em questão.

Várias lições podem ser tiradas deste fato (a revelação do talento de Susan Boyle). Porém, especificamente para o marketing viral, vale também lembrar que o uso de mídias de comunicação em massa para registrar ou divulgar o fato ocorrido pode ser fundamental para potencializar o seu impacto. E, claro que, quanto menos institucional for essa divulgação, parece ser melhor para dar credibilidade ao viral em questão.

Para finalizar, seguem abaixo os vídeos de Susan e Paul. Vale a pena assistir.

[http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo]

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