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“A morte do CD e do DVD”, ou “A ficha ainda vai cair para a indústria do entretenimento” 26/novembro/2008

Posted by rapidoerasteiro in Artes, Tecnologia.
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Ao ler um artigo do TechCrunch, sobre uma palestra de Ian Rogers sobre a “morte do negócio dos CDs de música”, muitas coisas me chamaram a atenção. Atual CEO da Topspin, Rogers já foi o responsável pelo Yahoo music, portanto tem bagagem para falar sobre o assunto.

A questão central é que o modelo atual de distribuição de obras de áudio e vídeo está com os dias contados, apesar da resistência da indústria do entretenimento em admitir isso. Prova disso é que, mesmo com os grandes sites especializados na venda de on-line de músicas, a venda de obras artísticas vem caindo vertiginosamente. Ou seja, o problema não é a pirataria de CDs ou DVDs, é que a digitalização em conjunto com a internet permitiu que o público tivesse maior liberdade em compartilhar coisas interessantes, entre elas músicas e vídeos.

Não quero aqui discutir a atual (i)legalidade da questão, mas apenas que a indústria deveria admitir o fato de que as pessoas não querem mais ser obrigadas a pagar por uma obra artística. Hoje, paga pela obra quem quer um produto diferenciado (um CD ou DVD, por exemplo) ou quem quer simplesmente apoiar o artista.

Com disso, sobrará cada vez menos dinheiro para as gravadoras, e as rádios também terão mais dificuldade em arrecadar o famoso “jabá” (como diria Tim Maia), uma vez que elas mesmas já concorrem com rádios web (e a concorrência será cada dia mais acirrada).

De acordo com as previsões de Rogers, isso criará uma nova classe média de artistas, fortalecendo as iniciativas independentes. E tudo isso deve-se à internet.

Na minha modesta opinião, para o mundo da música, as gravadoras deveriam cuidar da carreira do artista como um todo, não apenas patrocinando a gravação de uma obra para depois vendê-la por um preço absurdo no mercado. A tendência é que a receita com a venda de CDs e DVDs cairá cada vez mais, então se as gravadoras não admitirem que dependem dos artistas (hoje a relação é o contrário disso), fatalmente estarão no rumo da falência. Será necessário que as gravadoras se tornem parceiros de confiança dos artistas, com uma relação mais equilibrada e com ganhos mútuos em todos os produtos (gravações em áudio e vídeo, souvenirs, shows, etc.).

Agora, quanto à indústria do cinema, é um caso muito mais complicado, uma vez que a cadeia de produção é muito maior e os valores são de grande vulto. Também é fato que o modelo está em “crise de identidade”, mas ainda não vi nenhuma tendência mais clara sobre o futuro dessa mídia. Alguém opina?

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