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Quem repara em Arte na hora do rush em um metrô de Washington DC (EUA)? 22/novembro/2008

Posted by rapidoerasteiro in Artes.
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Realmente, frequentemente a correria do dia a dia nos deixa alienados do que se passa ao nosso redor. Quantas vezes não nos pegamos com o pensamento longe do local onde realmente estamos, mergulhados em tarefas a fazer, problemas a resolver, sonhos a realizar, etc.

Hoje pela manhã recebi por e-mail uma matéria do Washington Post de Gene Weingarten com um vídeo postado no Youtube, já do ano passado, mas mesmo assim ainda muito atual. Recomendo a leitura da matéria, que contém outros vídeos detalhando a experiência relatada na matéria.

Resumidamente, a experiência considera um cidadão que entra na estação do metrô de L’Enfant Plaza, próximo ao núcleo do governo de Washington, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira um violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, que estava utilizando um violino Stradivarius de 1713 estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Ele ficou durante 43 minutos na estação de metrô executando peças clássicas do repertório do violino, porém não conhecidas do público leigo. Durante esse tempo, 1.097 pessoas passaram e apenas uma única pessoa reconheceu o artista. O vídeo mostra as demais pessoas com andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, perdidas nos seus pensamentos e completamente indiferentes ao som do violino. Alguns poucos até param por alguns instantes para ouvir o músico, mas rapidamente vão embora.

Um dos objetivos da experiência era lançar um debate sobre valor, contexto e arte. Porém, pode-se também notar outras nuances. Uma delas é a falta de valorização da música erudita (também chamada de clássica), rotulada de “careta”, “velha”, “chata”, entre outros adjetivos. Bem, música erudita pode ser tão boa (ou ruim) quanto qualquer rock, samba, funk, jazz, bossa, ou qualquer outro estilo. Basta que a sociedade elimine os preconceitos sobre certos tipos de arte.

Enfim, cada um de nós poderá fazer o seu julgamento de valor, e das lições que podem ser aprendidas com essa matéria. De qualquer forma, vale a pena a reflexão, sobre como estamos deixando coisas belas passar diante de nossos olhos, e não as aproveitamos porque estamos muito ocupados, ou preocupados, ou cansados, etc.

Em tempo: a matéria do Washington Post tem o interessante título “Pérolas antes do café da manhã”.

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