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Futurecom 30-10-2008 – Painel sobre Governo Eletrônico – parte II 3/novembro/2008

Posted by rapidoerasteiro in Diversos.
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Este post é a continuação das minhas anotações durante o Painel sobre Governo Eletrônico.

O moderador, Gilberto Dimenstein, chemou o Sr. Hugo Hoeschl (ABEP) para conversar sobre a votação por telefone celular, projeto em desenvolvimento na Universidade Federal da Santa Catarina (UFSC), entidade pioneira em novas tecnologias para eleições, uma vez que lá foi desenvolvida a primeira versão da urna eletrônica utilizada atualmente.

A primeira pergunta trouxe novamente a questão de segurança. O sistema de votação por celular será seguro contra fraudes?

Segundo Hoeschl, o sistema será seguro, e a resposta a essa pergunta passa também por uma compreensão das mudanças a serem percebidas na própria estrutura democrática brasileira. Segundo ele, estamos não apenas no rumo do e-Governo, mas da e-Democracia, ou Democracia Eletrônica. Entre as iniciativas para essa realidade, foram destacadas a utilização de tecnologias como:

  • Celular
  • Internet
  • Callcenter
  • Caixa eletrônico
  • Redes sociais

Todas essas tecnologias seriam utilizadas não apenas em época de eleição, mas durante todo o tempo, para facilitar a interação entre Governos e Cidadão, e aumentar a participação popular nas decisões dos seus representantes.

Outro ponto levantado foi o alto custo da eleição. Cada voto hoje é extremamente caro, considerando principalmente o pouco tempo gasto na votação em si. Além disso, o processo atual não resolve o problema dos altos índices de abstenções, principalmente pelor eleitores em trânsito, que não podem votar estando fora dos seus domicílios eleitorais. Para reduzir custos e resolver problemas como esse, as novas iniciativas tecnológicas reduzirão custos e tempo, permitindo mais votações e, por conseqüência, maior participação popular.

Sobre a possibilidade de fraude, Hoeschl destaca que não há sistemas 100% seguros, mas há percentuais de risco que devem ser aceitos. Historicamente, novas tecnologias deve trazem melhorias em segurança perante as anteriores. Por exemplo, com o RG eletrônico, pode-se utilizar o chip do RG para autenticar o voto pelo telefone celular, utilizando dados biométricos, como íris, voz, e face armazenados no mesmo chip para identificar cada pessoa.

Essas iniciativas poderão trazer benefícios não apenas para o Governo, mas também para as Sociedades Anônimas, permitindo maior participação dos acionistas (inclusive do mundo inteiro) nas decisões dessas companhias.

Em seguida foi chamado o Sr. Marcelo Silva (CEATI-MA), para falar sobre a integração e a troca de experiências em e-Governo pelos Estados brasileiros. Segundo Silva, Governo Digital deve ser um assunto tratado de forma integrada, chamando todos os interessados (Governo Federal, Estados, Municípios e Sociedade). Isso permitiria a otimização do uso de recursos, padronização, entre outros benefícios que inclusive reduziriam as diferenças entre Estados mais ricos e os mais pobres. Atualmente há apenas ações pontuais, que deveriam criar uma política nacional de integração.

Segundo ele a Inclusão Digital é um assunto que deveria seguir o mesmo caminho de integração, porém respeitando as necessidades de cada local e cada público alvo.

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