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Jingles de campanhas eleitorais – parte VII 10/setembro/2008

Posted by rapidoerasteiro in Artes, Internet.
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Mais um post sobre o tema. Lá vão os candidatos:

  • Gasparini (PSDB – Ribeirão Preto): a música é uma marchinha bem no estilo de carnaval. Aliás, me lembrou muito aquelas marchinhas de gosto duvidoso que o Silvio Santos grava todo os anos. Não sei se por isso, mas não pude conter o riso, o que não deixa de ser um bom sinal, a música é alegre, sem dúvida. O refrão é clichê, mas deve funcionar (“O povo todo grita: fica, Gasparini, fica!”), até porque não é cantado, é falado em “coro”, como se uma multidão estivesse pedindo para o candidato ser reeleito. Fica longe de ser uma música bem produzida, mas é capaz de cumprir a função publicitária. Além da marchinha, ainda há uma outra música, um “breganejo” com forte influência de “Roupa Nova”. É uma balada, com o mesmo mote da marchinha. Mais uma vez, ponto negativo para os teclados em ambas as músicas.
  • Valtenir (PSB – Cuiabá): o jingle é um axé no estilo “Chiclete com Banana”. Música animada, com letra que busca trazer idéias positivas, principalmente o “V de vitória” (e de Valtenir). O vocalista é bastante desafinado e a música está mal mixada. Não chega a ser um jingle ruim de todo, mas poderia ser muito melhor. Trocando a voz e melhorando a mix, ganharia bastante pontos com a audiência. Mesmo assim, a peça cumpre a função publicitária sem fazer (muito) feio.
  • Pedro Teruel (PT – Campo Grande): de acordo com o clichê musical vigente, essa é mais uma música com “introdução”. Tudo bem, o jingle inicia com uma bela moda de viola, com forte influência sertaneja de raiz. Quando entra a música propriamente dita, temos uma letra por demais embolada, mal dá para entender o que é cantado. O refrão até tenta ser de fácil lembrança, mas na minha opinião a campanha deveria ter escolhido “Pedro” e não “Teruel” para o refrão. A repetição de “é Teruel! é Teruel” soou como “é ter o Well” nas primeiras vezes (é triste, mas é impossível não lembrar a infame piada). Fora os problemas da letra, a música está muito bem produzida.
  • Nelsinho Trad (PMDB – Campo Grande): vanerão com toque sertanejo. Música com boa melodia e boa letra, que poderia tocar em qualquer rádio popular e fazer sucesso. Diferentemente da maioria dos jingles, a letra tira o foco no nome do candidato (até porque o nome não ajuda muito) e reforça a idéia da reeleição. Não sei se é a melhor estratégia, mas em termos de música, o candidato tem um ótimo jingle.
  • Iara Costa (PMN – Campo Grande): outra marchinha eleitoral, porém muito bem humorada. Quando é cantado “ia-ia-Iara Costa” é impossível não dar pelo menos um sorriso. A música mantém a atual tradição de se estragar boas músicas com timbres de teclado de baixa qualidade, mas creio que isso pode ter sido causado por restrições de orçamento da campanha (o site transparece isso). Mesmo assim, o jingle dá o recado e cumpre o seu objetivo. Se não ganha em qualidade sonora, com certeza dá um banho de criatividade em outras peças de campanhas com muito mais recursos.

Agora estou buscando jingles de capitais e cidades fora do Sudeste. Com as campanhas se encaminhando para a sua reta final, vamos ver o que mais aparece.

Enquanto os próximos posts não vêm, as outras análise podem ser vistas aqui. Boa semana!

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