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Jingles de campanhas eleitorais – parte III 15/agosto/2008

Posted by rapidoerasteiro in Artes, Internet.
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Continuando a série, seguem outros jingles de candidatos analisados nos últimos dias:

  • Eduardo Paes (PMDB – Rio de Janeiro): nos primeiros acordes, pensei que era aquele funk carioca “Se ela dança, eu danço”, o que à primeira vista é uma boa idéia para um jingle eleitoral. Porém, a métrica da letra simplesmente não encaixa direito no ritmo da música, que também carece de melhor produção.
  • Chico Alencar (PSOL – Rio de Janeiro): o candidato não tem um, mas dois jingles, ambos carecendo de uma melhor mixagem. O primeiro tem uma pegada mais eletrônica, meio lounge, porém a batida está muito alta e não “casa” direito com o violão. O segundo é um samba quase enredo, que é sem dúvida melhor que o outro jingle, mas ainda deixa a desejar. As letras de ambas as músicas não “grudam” no ouvido, faltam refrões mais “pegajosos”.
  • Marcelo Crivella (PRB – Rio de Janeiro): mais uma marchinha eleitoral. A letra é boa, com refrão fácil de lembrar (“Crivella lá, Crivella lá, Crivella é 10…”), porém a gravação soa abafada, quase pasteurizada. Talvez a falta de instrumentos acústicos também contribua com o problema. Marchinha sem o bom e velho trio trompete + saxofone + trombone, não funciona.
  • Imbassahy (PSDB – Salvador): minha primeira impressão é que o nome do candidato não ajudava em nada, até ouvir o jingle (minha primeira reação foi tirar uma onda com o nome). A música começa meio estranha, algo como um sertanejo “dor de cotovelo” (dor mesmo, a palavra é mencionada algumas vezes inclusive) que não pegou bem. Depois o jingle engrena e pega carona em um pop com um coral de vozes que dá um peso institucional à música. Ficou muito legal a rima de termos como “descomplica aí”, “muda tudo aí”, “tá voltando aí” e outros com o nome do candidato “Imbassahy” (se lê “Imbassaí”). O site do candidato tem uma coisa que ainda não vi em nenhum outro: há uma animação em flash (que está pesada, diga-se de passagem) com uma música baseada na melodia do jingle falando especificamente do site. Isso mostra que a agência responsável pela campanha está ligada na importância da internet e na integração na estratégia de comunicação da campanha como um todo.
  • Ivan Valente (PSOL – São Paulo): ao contrário do candidato anterior, o nome desse candidato já facilita um monte o trabalho do pessoal de comunicação. O jingle da campanha é um forró simples, mas honesto. A letra é fácil de lembrar, o que é fundamental em música para propaganda (“Onde vai Valente, vou prá linha de frente”), até porque a agência também usa e abusa das idéias ligadas ao nome “Valente”.

Como podemos ver, a qualidade das músicas é bastante irregular, pelos mais diversos motivos. Vale destacar que nem sempre é fácil achar os jingles nas páginas dos candidatos, o que mostra problemas na usabilidade dos sites.

Outro ponto que vale a pena prestar atenção é a maior liberalidade em relação à internet no Rio de Janeiro. Inclusive, muitos candidatos nem estão seguindo à risca o padrão “nome_do_candidato_numero_do_candidato” que foi estabelecido na resolução 22.718 do TSE.

Quem quiser conferir as análises anteriores, seguem os links:
Parte I
Parte II

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