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Faltou tudo em Floripa neste final de semana 16/Novembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.
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Arrisco ser chamado de chato com este post, mas as desventuras deste final de semana praticamente me obrigaram a escrever sobre o assunto.

Florianópolis é atualmente uma cidade conhecida pelo seu potencial turístico, principalmente por conta das suas belas praias. Bem, creio que a maior parte dos turistas que vieram para cá procurar essas praias, devem ter voltado para casa um pouco decepcionados. Não com as praias, mas com algumas coisas ao redor e que fazem a diferença quando se fala em turismo.

Contrariando a previsão do tempo, o Domingo foi um dia muito bonito, com sol e calor. Resolvi sair para almoçar, quando começou a maratona. Primeiro, fui ao Shopping Beiramar, que estava bastante cheio. Primeira parada, no restaurante Pier, do qual sou freguês assíduo. Dez minutos esperando a retirada de um prato sujo da mesa onde estava, e resolvi ir para a praça de alimentação, onde absolutamente todas as lojas tinham fila. Bem, descemos para o restaurante Viena, com outra fila. E, por fim, quando apelamos para fazer um lanche em um dos cafés, todos eles estavam fechando por falta de mercadoria. Bem, dada a situação, o mínimo que a administração do Shopping deveria fazer era fechar a entrada para o estacionamento, indicando que o local estava lotado. Seria uma atitude honesta, pelo menos.

Depois fomos ao Ragazzo. Chegando lá, pedimos dois pratos e recebemos a notícia que só havia 1, pois o ingrediente principal havia acabado. Pouco depois, ouvimos um garçom declarar para outra mesa: estamos sem polpetone, sem frango e sem capeletti. Nesse meio tempo, chegou o suco que havíamos pedido, pois metade das opções de refrigerante também havia acabado. O suco estava uma calda e teve que ser devolvido, voltando aguado e completamente sem gosto. Por fim, almoçamos na obrigação, aceitando um nhoque e um prato com polpetone, ambos parte quente e parte frios. E ainda pagamos por isso.

Mais tarde, voltei para o Beiramar Shopping para conversar com uns amigos. Um deles foi no Pizza Hut para pedir uma pizza individual, que também havia terminado. Ele optou por um pastel de camarão na 10 pastéis, mas teve que escolher outro sabor porque o camarão também tinha acabado.

No fim do dia, vi pela TV que o trânsito da cidade estava caótico (ainda bem que eu já estava em casa). Somando a saída dos torcedores do jogo Avai X Corinthians, a volta para casa dos turistas, e problemas com alguns semáforos na Av. Beiramar Norte, causou um engarrafamento monstruoso. Segundo as notícias, algumas pessoas demoraram até 2 horas para sair de Floripa.

Aqui vemos duas questões que mostram o despreparo dessa linda cidade, com uma causa comum: falta de capacitação profissional. Pelo que estamos vendo, todos, sem exceção precisam melhorar. Tanto aqueles que exercem cargos de alta direção, quanto aqueles que trabalham nas operações, precisam melhorar.

Porém, ao contrário do que muitos afirmam, na minha opinião o problema maior não está na falta de capacidade dos profisisonais “de base”, mas sim nos Dirigentes. Alguns exemplos são claros:

  • Gerentes de restaurante precisam analisar melhor as informações de histórico, monitorar o clima e as informações de vinda de turistas, para planejar melhor a equipe de trabalho e os estoques.
  • Proprietários de estabelecimentos comerciais precisam selecionar melhor seus funcionários e remunerar adequadamente os talentos. Capacitação também é importante.
  • Gestores públicos precisam pensar nos serviços, na urbanização e na infra-estrutura, considerando que se trata de uma cidade turística, onde a população aumenta consideravelmente em determinadas épocas do ano.

Um dos grandes problemas que temos hoje é uma visão míope de ambas as partes, que cria um círculo vicioso. Os empresários reclamam que não há profissionais competentes no mercado, porém não gostam da idéia de pagar salários muito maiores do que o piso. Com isso, os funcionários não têm recursos para consumir, e muito menos para investir em capacitação profissional.

É mais ou menos como conversei com meus alunos na semana passada: empresa que paga o “piso salarial”, não pode reclamar que só tem funcionários com o “piso” de qualificação profissional. E quem perde é a sociedade como um todo.

Este é um jogo onde toda a sociedade precisa participar para ganhar. Na minha opinião, o pontapé inicial deve ser dado por aqueles que têm “folego financeiro” maior, que são os empresários. Quem sabe, se aumentarmos a distribuição de renda e educação na região, se começa a virar o jogo criando um círculo virtuoso.

O desafio é grande, a resposta não é simples, e nem tampouco a solução é rápida. Mas, quem sabe, pensando a respeito podemos chegar a algumas conclusões que viabilizem ações de melhoria. E o momento é agora.

Os muitos benefícios das Cidades Digitais 11/Novembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.
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Em muitos locais a internet já está sendo considerada um Serviço Essencial, juntamente com água, esgoto, energia elétrica, saúde, segurança, educação, etc. O primeiro país a oficialmente reconhecer isso é a Finlândia, que promete oferecer internet a todos os cidadãos a partir de meados de 2010, conforme notícia do site Intomobile. E tem mais: esse direito “básico” considera uma banda de 1 Mbps por cidadão! Nada mal…

Para que iniciativas como esta realmente aconteçam, é fundamental a disseminação de infra-estruturas de redes com acesso à internet. Entre essas infra-estruturas, a principal iniciativa é o que chamamos de “Cidade Digital”. Sobre este assunto, escrevi um artigo com o título “Os muitos benefícios das Cidades Digitais”, que foi originalmente publicado no iMasters e que hoje está no portal Guia das Cidades Digitais, uma das principais fontes de informações sobre o assunto no Brasil.

Complementando o artigo que escrevi, ainda posso dizer que a inclusão digital da população com o acesso a conteúdos relevantes e a ações educacionais de qualidade, pode inclusive reduzir diversos outros custos, principalmente na área da saúde.

A tendência é que, realmente, a população mundial tenha cada vez mais acesso à Internet, começando pelos países ricos. A questão é também fazer a inclusão digital das pessoas das regiões mais pobres do planeta, para não criarmos um novo problema, uma nova segregação daqueles que não tiverem acesso à internet.

O Governo Brasileiro também parece estar interessado no assunto da inclusão digital, não apenas por meio dos diversos fundos de financiamento com juros subsidiados para esse fim, conforme está no meu artigo, mas também com idéias novas. A mais recente parece ser a “Bolsa Celular”, conforme matéria do IDGNow. O perigo, porém, é a velha tentação que os políticos brasileiros têm no sentido de transformar programas sociais em ferramentas eleitoreiras.

Guia do SCRUM em Português 11/Novembro/2009

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Dica do amigo Abu (blogdoabu.blogspot.com) via Twitter (@abuzitos), que indico para aqueles que se interessam por processos de desenvolvimento ágil de software. A SCRUM Aliance publicou o Guia do SCRUM em língua portuguesa: http://www.scrumalliance.org/resources/1146

Para quem já ouviu falar, mas não sabe o que é SCRUM, trata-se de um conjunto de processos de desenvolvimento de software de forma ágil, uma quebra de paradigma em relação aos processos mais “tradicionais”.

Aproveitando o post, esses dias atrás eu voltei para a “fonte” dos processos ágeis de desenvolvimento, revendo o Manifesto Ágil (em português: www.manifestoagil.com.br). Vale a pena reler os princípios determinados entre Kent Beck, Alistair Cockburn, Martin Fowler, Ron Jeffries, entre outros:

Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:

1. Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas
2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente
3. Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
4. Responder a mudanças mais que seguir um plano

Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.

Após rever essas simples, porém significativas frases, penso em até sugerir um novo nome para os Processos Ágeis de Desenvolvimento de Software: Processos Humanizados de Desenvolvimento de Software.

Redes Sociais também são fonte de informação jornalística 9/Novembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.
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O título acima pode parecer óbvio, uma vez que constantemente vemos nos meios de comunicação notícias falando sobre fatos interessantes (ou nem tanto) ocorridos no universo das Mídias Sociais.

Antes de mais nada, vale esclarecer a diferença entre Redes Sociais e Mídias Sociais: Redes Sociais são conexões ou laços estabelecidos entre pessoas com interesses ou objetivos comuns; Já as Mídias Sociais são sistemas que facilitam e dão suporte à criação e o desenvolvimento de Redes Sociais. Ou seja, uma Rede Social pode ser estabelecida presencialmente, não necessariamente depende de um sistema para acontecer. Por exemplo: os moradores de um Condomínio são uma Rede Social cujo objetivo pode ser manter o bom clima entre os vizinhos e a conservação das áreas comuns do prédio. Caso seja criada um site na internet onde os moradores possam interagir, sugerindo e discutindo idéias, postando e distribuindo informações importante, etc., temos uma Mídia Social.

Esclarecido este ponto, achei muito interessante o post do Blog Idéia 2.0 falando sobre uma pesquisa realizada em diversas mídias sociais. Segundo o estudo, as redes sociais presentes nas diversas mídias (Orkut, Facebook, Twitter, etc.) têm sido cada vez mais utilizadas pelos jornalistas como fonte de pesquisa. Ou seja, mais do que fontes de notícias específicas, os jornalistas estão usando as redes sociais para trabalhar, fazendo pautas, pesquisas, ouvindo pessoas, etc.

Assim, o fato importante é que as Redes Sociais estão deixando de ser notícia, para serem parte importante do trabalho jornalístico. Tudo bem, ainda veremos por muito tempo matérias nos Jornais falando sobre Perfis falsos no Orkut, Difamação no Youtube, novidades como o Twitter (que já não é mais tão novidade assim), etc. Mas é importante sabermos que as Redes Sociais também são fonte de consulta sobre assuntos diversos.

Nesse contexto, as empresas têm uma enorme oportunidade não apenas para criar uma cultura de comunicação direta, informal e honesta com o público presente nas Redes Sociais, mas também para terem suas ações divulgadas nos meios jornalísticos. Ou, em poucas palavras: propaganda positiva e gratuita.

Também sei que este assunto ainda está longe de chegar a um consenso, e muita coisa ainda vai acontecer. Mas, definitivamente, aquelas empresas que perceberem que as pessoas (clientes) têm muito mais força a partir do poder de disseminação de informações das Mídias Sociais, mudando seus processos e a sua cultura, terão muito mais chances de sucesso.

Justiça começa a adotar novas tecnologias, mesmo sem regulamentação 5/Novembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet, Tecnologia.
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Sinal dos tempos. O Direito, uma das áreas profissionais mais resistentes à adoção das novas tecnologias, parece estar mesmo entrando de vez na rede. Depois do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciarem e publicar seus canais no Youtube (www.youtube.com/stf e www.youtube.com.br/CNJ), duas outras notícias que li entre ontem e hoje me chamaram a atenção.

Primeiro, ontem o Supremo Tribunal da Inglaterra enviou pelo Twitter uma ordem judicial. Um detalhe curioso: a ordem judicial em questão considera a notificação de um internauta anônimo que está escrevendo um blog em nome de um advogado inglês. Ou seja: um típico fake blog. O que ainda chama a atenção é a falta de conhecimento das autoridades desse caso na forma da emissão da notificação, já que uma investigação junto ao provedor do Blog poderia auxiliar na identificação do sujeito.

A outra notícia fala sobre um fato ocorrido no Acre, aqui no Brasil: um Juiz Criminal de uma cidade do interior do Estado, que estava viajando fora da sua área de jurisdição, soube que um réu de um dos processos sob sua responsabilidade, preso por não pagamento de pensão alimentícia, havia quitado o respectivo débito. Como no momento não dispunha de Computador nem de Fax, pensou em uma forma rápida de notificar oficialmente a expedição do alvará de soltura do cidadão: enviou um “torpedo” SMS para o Cartório do Fórum (ele ligou antes avisando que enviaria a mensagem), que tomou as medidas cabíveis para executar a ordem. Detalhe: o juiz fez isso para que o réu não passasse o feriado preso.

Segue cópia da mensagem, conforme o site G1:

Sentença:### Pago o débito, declaro extinta a execução. Esta, certificada, deverá servir de alvará em favor do executado. Sem custas e sem honorários. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Arquivem-se. Rio Branco/AC, 30 de outubro de 2009, às 14h24. Edinaldo Muniz dos Santos, Juiz de Direito.”

Tais notícias mostram que o uso das tecnologias da informação e da comunicação é caminho sem volta. Prova disso é que muitos tribunais já se utilizam 100% de digitalização dos documentos dos processos em tramitação, permitindo inclusive protocolação online de documentos por parte dos agentes autorizados (advogados, juízes, servidores, etc.).

Está aí uma boa notícia, que também vem carregada de desafios para os Gestores, principalmente na capacitação das pessoas que irão obrigatoriamente utilizar essas tecnologia, e na segurança necessária para que as informações tenham todo sigilo e idoneidade. Nesse sentido, a Certificação Digital, já disponível para os Advogados e Servidores Públicos, é algo imprescindível mas que ainda precisa ser mais acessível.

Criatividade pode não ser tudo, mas é 500% 28/Outubro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
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Hoje li um artigo muito interessante na Webinsider, dando algumas dicas sobre como você pode agregar valor aos seus produtos/serviços na hora de vendê-los (parabéns ao Pedro Superti, autor do artigo). Apesar de não trazer nenhuma grande novidade, o texto busca conceitos que facilmente esquecemos no nosso dia a dia de uma forma simples e direta.

Não sei o porquê, mas as pessoas tem a mania de burocratizar e “encaixotar” demais as coisas (quem nunca caiu nessa armadilha?). É claro, padronizar é algo que facilita o trabalho, mas se passar da conta, mata a criatividade e na hora da venda esconde o “brilho” do produto. Ou seja, você arrisca vender uma Ferrari como se fosse um carro qualquer.

Outro ponto: no processo de venda é necessário que o vendedor se coloque no papel do comprador, com todos os valores e questionamentos que uma pessoa pode ter. Por mais profissionais que as pessoas queiram ser (no sentido de deixar as emoções de lado), no fundo todos nós temos crenças, valores, inseguranças e humores que definem e orientam todas as nossas decisões, 24 horas por dia. Ou seja, somos uma só coisa (profissionais e pessoas comuns), a não ser aqueles que têm dupla personalidade. Assim, quem entende isso sai na frente da concorrência na hora de vender e, ao invés de tentar modificar o produto para atender a requisitos técnicos ou meticulosidades do cliente (aumentando o custo), provoca e encanta a pessoa que está do outro lado da mesa fazendo com que ela se adapte ao seu produto. Ou seja, agrega muito valor e aumenta muito a eficiência das vendas!

Vale a pena lembrar que a criatividade precisa ser utilizada não apenas para criar um produto ou serviço, mas ela precisa ser aplicada para promover e vender. O vídeo abaixo dá um show neste sentido, onde dois caras compram uma biciclieta velha e a anunciam c0m muita criatividade, tendo 500% de lucro. Recomendo:

É, falando (ou escrevendo, ou filmando) assim, fazer tudo isso parece ser fácil… mas todos nós sabemos que não é. De qualquer forma, acho que  vale a pena o desafio de praticarmos esse exercício diariamente, mesmo quando não houver interesses econômicos ou egoístas em jogo. Ou seja, se buscarmos melhorar a nossa comunicação com criatividade, para encantarmos as pessoas que estão ao nosso redor, teremos muito a ganhar.

Falta de planejamento traz caos ao trânsito em Florianópolis 26/Outubro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
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Quem observar a foto ao lado em um primeiro momento pode pensar que se trata de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, acostumada a engarrafamentos quilométricos. Porém, a foto é da rodovia SC-401, que liga o Centro às Praias do Norte da Ilha de Santa Catarina, cidade de Florianópolis.

Bem, a foto foi tirada nesta manhã pela equipe de reportagem da RBS, que também veiculou notícias sobre o fato, informando que as obras causam um atraso de cerca de 50 minutos para quem se desloca das praias ao centro de Floripa. Eu acabei de passar por lá hoje, e posso dizer que é muito mais. Para mim, foi mais de 1 hora e meia de atraso.

Para quem não conhece bem, apesar de ser uma Capital de Estado, Floripa é uma cidade de porte médio, com cerca de 500 mil habitantes, ou até menos. Ou seja, não deveria estar enfrentando tantos problemas. Uma cidade que tem vocação turística e quer se tornar um pólo internacional de Turismo precisa trabalhar muito melhor na sua infra-estrutura, o que inclui o planejamento na execução das obras. Se agora já está ruim, imaginem então durante a temporada de verão, quando a população da cidade quase duplica…

Infelizmente, nossos administradores públicos estão muito abaixo da competência necessária para atingir os objetivos traçados para a cidade. Os problemas na cidade vão se acumulando nas áreas da Educação, Segurança, Meio-ambiente e infra-estrutura, exatamente onde os Governos deveriam concentrar seus esforços.

Especificamente sobre o trânsito, o transporte coletivo tem qualidade péssima e é caro, então as pessoas optam por utilizar seus veículos, lotando as vias públicas, que também não recebem a manutenção preventiva necessária. Quando são iniciadas as obras, isso normalmente significa que a rua/avenida/rodovia já está em um estado deplorável. Ou seja: obras que seriam executadas rapidamente, a um custo menor, e com menos impactos para a população, são deixadas de lado. Prova da falta de planejamento e do desleixo com a cidade.

E, para fechar com “chave de ouro”, dois fatos:
a) Não bastasse deixar para executar essas obras quando o estado das vias já é péssimo, os horários escolhidos são os piores possíveis. Trabalhar em horários alternativos, nem pensar…
b) A qualidade técnica da execução das obras também deixa muito a desejar. Basta olhar para o asfalto e ver que muitos pontos estão sendo deixados de lado (em breve serão novos buracos), fora a própria qualidade questionável dos materiais utilizados, vide o recente caso das obras de recuperação do asfalta da Av. Beiramar Norte, que “soltou” em menos de 1 semana.

Nessas horas, precisamos refletir e perceber que parte da culpa em relação a problemas como este também é nossa, pois reclamamos pouco (ou nem reclamamos), e exigimos pouco também. Fica aqui, a sugestão deste humilde cidadão e blogueiro, para que façamos a nossa parte, entrando em contato com as autoridades responsáveis, exigindo delas exatamente mais reponsabilidade:

  • Secretaria de Estado da Infra-estrutura (www.sie.sc.gov.br): a rodovia SC-401 é Estadual, portanto vale um e-mail pedindo providências para diminuir o impacto dessas obras (e-mail: gabs@sie.sc.gov.br).
  • Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis (www.sc.gov.br/sdr/grandeflorianopolis): responsável pelos assuntos do Governo Estadual na região da Grande Florianópolis (e-mail: sdr-gdefpolis@soo.sdr.sc.gov.br).
  • Ouvidoria do Ministério Público de Santa Catarina: reclamar ao Ministério Público, pedindo maior atuação dos Promotores de Justiça em relação à fiscalização do planejamento e da execução das obras, não apenas considerando as questões financeiras e técnicas, mas também os impactos na população (e-mail: ouvidoria@mp.sc.gov.br).

Bem, fica aqui a minha manifestação e minha sugestão, convidando a todos a espalhar a mensagem de cobrarmos mais responsabilidade dos nossos governantes, não apenas em Floripa, mas onde estivermos. Um abraço!

Stefanini contrata 14/Outubro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão.
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Recebi hoje pela manhã e-mail do meu primo (também blogueiro) sobre vagas em aberto da Stefanini em Belo Horizonte, para atender a um cliente dos EUA.

Inglês fluente e disponibilidade para viagens são requisitos fundamentais. Seguem abaixo as vagas disponíveis e as respectivas informações:

1) Analista de testes – 4 vagas
Curso superior na área de informática (concluído ou no mínimo 6o. período)
Experiência em ambiente .net
Conhecimento de pontos de função e metodologia de testes

2) Analista de sistemas – 1 vaga
Curso superior concluído na área de informática
Disponibilidade imediata para passar 3 meses nos EUA
Experiência em análise de negócios (preferencialmente supply chain)
Domínio de UML
Capacidade de levantar requisitos e documentá-los em inglês e português
Conhecimento de pontos de função
Capacidade de ler e entender código Cobol

3) Analista de BI COGNOS – 2 vagas
Curso superior concluído na área de informática
Experiência em projetos de BI
ETL
Ferramenta COGNOS v.7 e/ou v.8
Desejável: conhecimento em ferramenta Informatica

Os interessados devem mandar CV em inglês para lsiqueira@stefanini.com, informando salário atual e pretensão salarial.

Cidades Digitais 10/Setembro/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.
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Um dos temas que ando acompanhando de perto ultimamente são as chamadas “Cidades Digitais”. Muito se tem propagandeado sobre isso, e erroneamente tem sido feita a associação do conceito de Cidade Digital com apenas a disponibilização de conexão internet (normalmente sem fio) em toda a área metropolitana de um município.

Na minha opinião, para que uma cidade seja considerada “digital”, muito mais precisa ser feito. Para início de conversa, não basta disponibilizar acesso à internet, é necessário prover conteúdos e serviços na rede. Afinal de contas, foi exatamente isso que motivou o crescimento da web.

Bem, algumas outras idéias a respeito eu coloquei no artigo “Os muitos benefícios das Cidades Digitais“, que anda rolando na rede faz alguns dias.

daSilva, o auditor brasileiro de acessibilidade 31/Agosto/2009

Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.
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Há alguns dias eu estava lendo alguns textos sobre inclusão digital, e a maior parte apenas foca a questão das pessoas de baixa renda. Poucos textos abrangem a inclusão de pessoas portadoras de deficiência, seja visual ou auditiva, e essas pessoas têm todo o direito de terem acesso à rede, como qualquer outro cidadão.

O problema é que as ferramentas e os conteúdos, na maioria das vezes não são desenvolvidos para esse público. Aí temos um problema: darmos acesso à internet para todas as pessoas, com ou sem limitações físicas, mas elas não conseguem aproveitar todo o potencial da rede porque boa parte do que está lá não consegue ser acessado porque não está no formato adequado.

É nessa hora que aparece o conceito de Acessibilidade Digital, que não é apenas adaptar os equipamentos para pessoas que tenham alguma deficiência possam utilizar dispositivos eletrônicos, mas adaptar os softwares e os conteúdos para que essas pessoas possam aproveitar de forma plena os recursos das tecnologias da informação e da comunicação. Aliás, aqui em Santa Catarina eu destaco o trabalho da ACIC – Associação Catarinense para a Integração do Cego, que faz um trabalho muito bonito com os deficientes visuais, pessoas com baixa visão ou cegas que aliás têm necessidades completamente diferentes em termos de acessibilidade.

Nesse sentido, também foi muito interessante a portaria instituída pelo Governo Federal do Brasil há alguns anos atrás, estabelecendo normas de acessibilidade para todos os sites da administração pública. Aliás exemplo a ser seguido por outros governos e organizações, com ou sem fins lucrativos.

Ao pesquisar a rede sobre o assunto encontrei o portal da ACBR – Acessibilidade Brasil, que contém vários conteúdos, serviços, softwares e outros produtos sobre o tema. Para que é interessado sobre o tema, vale a pena o acesso. Para a minha surpresa, encontrei nesse portal o daSilva, o primeiro avaliador de websites em português, que tem versão para windows e é gratuito. Um “avaliador” é um software que detecta o código HTML de websites e faz uma análise do seu conteúdo, verificando se está ou não dentro de um conjunto de padrões pré-estabelecidos e reconhecidos internacionalmente. No caso do daSilva, o sistema verifica as regras de acessibilidade do padrão WCAG, desenvolvido pelo W3C,  e E-GOV, desenvolvido pelo Governo Federal do Brasil.

Claro que também há outros softwares avaliadores no mercado, tão bons ou até melhors que o daSilva. Porém, o que vale mesmo a pena é destacar o esforço de diversas organizações em prol da inclusão digital, e pensando também na acessibilidade na web. Aliás, nada mais justo, uma vez que a internet é considerada um meio democrático e que, portanto, precisa facultar o acesso e a participação de todas as pessoas, sem exceções.