Alguém se lembra do ICQ? 24/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Internet.Tags: ICQ, Internet, MSN
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Como diz o antigo ditado, “quem é vivo sempre aparece”. E não é que a frase também é válida para tecnologia?
Quem pegou os primeiros anos da web, como eu, com certeza se lembra do ICQ (do inglês “I seek you“), com seu símbolo em forma de Flor de gosto duvidoso, slogan comercial idem (“the flower power“), e o inconfundível som “ó-ou” quando alguém lhe chamava para conversar. Não sei se foi o primeiro, mas definitivamente foi o mais bem sucedido sistema de mensagens instantâneas da internet da segunda metade dos anos 90. Para os viciados em teclar com outras pessoas, a dupla ICQ e mIRC era imbatível nessa época.
Mais tarde, com a disseminação principalmente do MSN Messenger da Microsoft, e depois com os outros sistemas similares desenvolvidos por Yahoo, Skype, e Google, o ICQ foi caindo em desuso e meio que desapareceu. Pessoalmente, imaginei que a empresa tinha literalmente desaparecido, pelo menos até ontem.
De acordo com o blog TechCrunch, a Naspers (a mesma empresa que recentemente comprou o Buscapé aqui no Brasil) ficou interessada em comprar o ICQ, que atualmente é da AOL. Parece que os interesses são mútuos: a AOL está afundando e precisa se livrar de tudo o que não é fundamental (além disso, 300 milhões de dólares viriam em boa hora para a empresa), e a Naspers compraria a um preço relativamente interessante um ótimo serviço complementar às suas demais empresas.
O que me surpreendeu foi saber que o ICQ hoje ainda tem uma base ativa entre 40 e 50 milhões de usuários, inclusive no Brasil (apesar da presença ser mais forte na Alemanha, Rússia, Ucrânia e Israel), e a empresa dá lucro. Além disso, o ICQ também tem inclusive suas versões para dispositivos móveis, para Windows Mobile e iPhone/iPod.
Depois de ter lido todas essas informações, me deu até uma certa nostalgia de um tempo não tão remoto assim. Será que alguém por aqui ainda se habilita a voltar para o ICQ?
O início do fim do “tele prompter” na televisão 23/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Internet.Tags: Globo, Internet, Linguagem, Tecnologia, TV
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Realmente, o nome “tele prompter” é prá lá de esquisito, mas o equipamento é bastante útil, principalmente para emissoras de TV. Trata-se de um equipamento que projeta um texto sobre uma espécie de vidro espelhado, que de um lado fica transparente e de outro mostra o texto (vide a figura ao lado).
Presença garantida em todas as emissoras de TV, o tele prompter é normalmente acoplado em frente à lente da câmera, facilitando a vida principalmente dos apresentadores dos programas, que não precisam decorar o texto que será falado. O equipamento também é bastante utilizado em eventos onde personalidades (normalmente políticos) precisam ler discursos ou textos mais longos. Em resumo, o tele prompter dá a sensação de que o(a) orador(a) sabe tudo “de cor”, principalmente se for discreto e mexer pouco os olhos.
Nos últimos anos, com a tendência de dar mais informalidade aos programas, algumas emissoras começaram a apostar na aposentadoria do tele prompter, para dar mais liberdade aos apresentadores, que também passam a ser mais exigidos porque precisam ter jogo de cintura e uma grande habilidade de improvisação. Um dos programas que já deixaram o equipamento de lado foi o Globo Esporte exibido em São Paulo, apresentado por Tiago Leifert. Realmente, a retirada do texto na câmera deu novos ares ao programa, que ficou muito mais dinâmico e interessante.
Agora, o próximo passo da Globo será retirar o equipamento dos seus Telejornais, um dos últimos locais da TV onde a formalidade ainda persiste. Segundo o site AdNews, a partir de hoje os apresentadores do RJTV, jornal local da Globo exibido no Rio de Janeiro, não terão mais o apoio do texto passando na frente das câmeras.
O fenômeno da informalidade, da comunicação direta, parece que realmente veio para ficar. Cada vez mais as pessoas querem se identificar com as pessoas que transmitem informações, seja no trabalho, na TV, no rádio, nas relações pessoais, etc. Assim, textos com tom de voz monotônico, voz impostada, termos rebuscados, ficam desinteressantes.
Alguns podem discordar, mas com certeza a internet contribuiu significativamente com esta tendência, já que na rede todo mundo é capaz de gerar conteúdo, na sua própria linguagem. Se na TV a informalidade está chegando, na rede ela já existe faz muito tempo. E, ao contrário do que parece, ela veio para tirar muitas pessoas das suas zonas de conforto, dos seus textos de apoio. Os tempos atuais exigem rapidez de raciocínio, linguagem adaptada a cada tipo de situação, e uma percepção muito apurada de relevância das informações para o público que as estará recebendo.
Que tal investir 1 minuto do seu tempo? 20/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Internet.Tags: Internet, meio-ambiente, youtube
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Muito bacana a iniciativa do Observatório do Clima (www.oc.org.br), com o apoio da TV Futura e da TV Cultura, principalmente em tempos de aquecimento global e conscientização pela preservação do meio ambiente.
Bem, nós brasileiros sempre reclamamos do governo, mas é fato que reclamamos e cobramos pouco. Não sei se é um trauma remanescente da ditadura militar, mas a realidade é que o povo brasileiro (e eu me incluo nisso) na maioria das vezes não enxerga que o Governo nada mais é do que o conjunto de pessoas escolhidas (ou contratadas) para trabalhar em prol de nós mesmos.
Sendo assim, é bastante comum vermos pessoas que reclamam do Governo, mas não fazem o mínimo para colaborar. Um exemplo típico é em relação ao lixo: canso de ver pessoas que reclamam da sujeira das ruas, do entupimento das galerias pluviais que causam enchentes, mas essas mesmas pessoas não pensam duas vezes antes de jogar lixo no chão, no meio da rua. E a culpa, acaba sendo do “Governo”, e não de todos nós.
Nesse sentido, está na hora de reclamarmos mais, cobrarmos mais, pensarmos mais. E a internet é uma excelente ferramenta para isso. Nosso Governo anunciou recentemente as metas voluntárias de redução das emissões de carbono no Brasil, para apresentá-las na COP-15, Conferência do Clima em Copenhagen (Dinamarca), daqui a 16 dias.
Vários jornais noticiaram que os Estados Unidos e a China, os dois maiores poluidores do mundo, estão “enrolando” a questão da redução das suas emissões de gases poluentes. Ocorre que todos nós vivemos no mesmo planeta, então algo precisa ser feito urgentemente.
Se você quer que o Governo Brasileiro tenham uma participação mais ativa sobre essas questões, invista 1 minuto do seu tempo, crie um vídeo com o seu depoimento sobre as mudanças climáticas (pode ser do celular, da webcam, da câmera do vizinho, de onde for), e publique no Youtube marcando com a palavra-chave “MINUTOPELOCLIMA”. Todos os depoimentos gravados serão entregues à delegação brasileira que participará da COP-15.
Se você tiver ainda 1 minuto a mais, aproveite e divulgue a iniciativa. Coisas como esta podem parecer pequenas, mas se cada um fizer a sua parte, o movimento aumentará e com certeza fará a diferença. E isso vale para todos os assuntos que demandem ações dos nossos governantes. Sejamos mais proativos!
Obama confessa que seu perfil no twitter é “chapa branca” 17/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Internet.Tags: obama, política, Twitter, web 2.0
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Realmente, o título do post no blog da Vanessa Nunes (ClicRBS) que li ontem diz tudo: ao admitir que nunca usou o Twitter, Obama realmente deu “Um balde de água fria nos entusiastas do Twitter“. E isso junto com a divulgação de notícias que indicam queda nos acessos à ferramenta de microblogging, diminuem ainda mais a temperatura da água.
Olha, no fim das contas eu acho que até foi bom esse “choque de realidade”. Tudo bem que uma coisa é saber que Obama tem uma equipe para cuidar do seu perfil no Twitter, até porque se ele ficasse cuidando mais do Twitter do que do seu Governo (que não tem poucos problemas), seria complicado mesmo. O problema, a mau ver, foi ele ter dito a palavra nunca. Ou seja: pelo visto, quem foi visionário não foi exatamento o Mr. Obama, mas seu Assessor de Comunicação.
E que confissões como esta nos sirvam de alerta, principalmente nas eleições do ano que vem, quando teremos uma proliferação nunca antes vista de Blogs e perfis no Twitter, Orkut, Facebook, etc., especialmente feitos por para Políticos que gostam de seguir a moda. Ou seja: o faturamento para as empresas de marketing digital promete ser muito interessante em 2010.
O mais importante é vermos o que esse pessoal todo terá a falar, porque o tempo na web é muito maior do que os poucos minutos das propagandas no rádio e na TV. E o mais importante será não somente vermos quem vai utilizar as ferramentas da web 2.0 de forma melhor ou pior, mas será sabermos distinguir o que é pura perfumaria (trabalho da equipe da campanha), e o que é realmente a mensagem do candidato. Mais uma vez, um baita desafio para nós eleitores. Mas ainda bem que a gente irá dispor das mesmas ferramentas que os políticos, pelo menos na web.
Quanto ao Twitter, duvido muito que notícias como essas mudem radicalmente o comportamento dos usuários. Vai acontecer o de sempre: muita gente ainda vai entrar, muita gente vai sair, e quem ficar vai aprender a tirar o melhor proveito da ferramenta, que vai finalmente encontrar a sua “vocação”.
Faltou tudo em Floripa neste final de semana 16/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Diversos, Gestão.Tags: florianópolis, Gestão, turismo
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Arrisco ser chamado de chato com este post, mas as desventuras deste final de semana praticamente me obrigaram a escrever sobre o assunto.
Florianópolis é atualmente uma cidade conhecida pelo seu potencial turístico, principalmente por conta das suas belas praias. Bem, creio que a maior parte dos turistas que vieram para cá procurar essas praias, devem ter voltado para casa um pouco decepcionados. Não com as praias, mas com algumas coisas ao redor e que fazem a diferença quando se fala em turismo.
Contrariando a previsão do tempo, o Domingo foi um dia muito bonito, com sol e calor. Resolvi sair para almoçar, quando começou a maratona. Primeiro, fui ao Shopping Beiramar, que estava bastante cheio. Primeira parada, no restaurante Pier, do qual sou freguês assíduo. Dez minutos esperando a retirada de um prato sujo da mesa onde estava, e resolvi ir para a praça de alimentação, onde absolutamente todas as lojas tinham fila. Bem, descemos para o restaurante Viena, com outra fila. E, por fim, quando apelamos para fazer um lanche em um dos cafés, todos eles estavam fechando por falta de mercadoria. Bem, dada a situação, o mínimo que a administração do Shopping deveria fazer era fechar a entrada para o estacionamento, indicando que o local estava lotado. Seria uma atitude honesta, pelo menos.
Depois fomos ao Ragazzo. Chegando lá, pedimos dois pratos e recebemos a notícia que só havia 1, pois o ingrediente principal havia acabado. Pouco depois, ouvimos um garçom declarar para outra mesa: estamos sem polpetone, sem frango e sem capeletti. Nesse meio tempo, chegou o suco que havíamos pedido, pois metade das opções de refrigerante também havia acabado. O suco estava uma calda e teve que ser devolvido, voltando aguado e completamente sem gosto. Por fim, almoçamos na obrigação, aceitando um nhoque e um prato com polpetone, ambos parte quente e parte frios. E ainda pagamos por isso.
Mais tarde, voltei para o Beiramar Shopping para conversar com uns amigos. Um deles foi no Pizza Hut para pedir uma pizza individual, que também havia terminado. Ele optou por um pastel de camarão na 10 pastéis, mas teve que escolher outro sabor porque o camarão também tinha acabado.
No fim do dia, vi pela TV que o trânsito da cidade estava caótico (ainda bem que eu já estava em casa). Somando a saída dos torcedores do jogo Avai X Corinthians, a volta para casa dos turistas, e problemas com alguns semáforos na Av. Beiramar Norte, causou um engarrafamento monstruoso. Segundo as notícias, algumas pessoas demoraram até 2 horas para sair de Floripa.
Aqui vemos duas questões que mostram o despreparo dessa linda cidade, com uma causa comum: falta de capacitação profissional. Pelo que estamos vendo, todos, sem exceção precisam melhorar. Tanto aqueles que exercem cargos de alta direção, quanto aqueles que trabalham nas operações, precisam melhorar.
Porém, ao contrário do que muitos afirmam, na minha opinião o problema maior não está na falta de capacidade dos profisisonais “de base”, mas sim nos Dirigentes. Alguns exemplos são claros:
- Gerentes de restaurante precisam analisar melhor as informações de histórico, monitorar o clima e as informações de vinda de turistas, para planejar melhor a equipe de trabalho e os estoques.
- Proprietários de estabelecimentos comerciais precisam selecionar melhor seus funcionários e remunerar adequadamente os talentos. Capacitação também é importante.
- Gestores públicos precisam pensar nos serviços, na urbanização e na infra-estrutura, considerando que se trata de uma cidade turística, onde a população aumenta consideravelmente em determinadas épocas do ano.
Um dos grandes problemas que temos hoje é uma visão míope de ambas as partes, que cria um círculo vicioso. Os empresários reclamam que não há profissionais competentes no mercado, porém não gostam da idéia de pagar salários muito maiores do que o piso. Com isso, os funcionários não têm recursos para consumir, e muito menos para investir em capacitação profissional.
É mais ou menos como conversei com meus alunos na semana passada: empresa que paga o “piso salarial”, não pode reclamar que só tem funcionários com o “piso” de qualificação profissional. E quem perde é a sociedade como um todo.
Este é um jogo onde toda a sociedade precisa participar para ganhar. Na minha opinião, o pontapé inicial deve ser dado por aqueles que têm “folego financeiro” maior, que são os empresários. Quem sabe, se aumentarmos a distribuição de renda e educação na região, se começa a virar o jogo criando um círculo virtuoso.
O desafio é grande, a resposta não é simples, e nem tampouco a solução é rápida. Mas, quem sabe, pensando a respeito podemos chegar a algumas conclusões que viabilizem ações de melhoria. E o momento é agora.
Os muitos benefícios das Cidades Digitais 11/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.Tags: Cidades Digitais, Finlândia, Governo, Inclus, Internet
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Em muitos locais a internet já está sendo considerada um Serviço Essencial, juntamente com água, esgoto, energia elétrica, saúde, segurança, educação, etc. O primeiro país a oficialmente reconhecer isso é a Finlândia, que promete oferecer internet a todos os cidadãos a partir de meados de 2010, conforme notícia do site Intomobile. E tem mais: esse direito “básico” considera uma banda de 1 Mbps por cidadão! Nada mal…
Para que iniciativas como esta realmente aconteçam, é fundamental a disseminação de infra-estruturas de redes com acesso à internet. Entre essas infra-estruturas, a principal iniciativa é o que chamamos de “Cidade Digital”. Sobre este assunto, escrevi um artigo com o título “Os muitos benefícios das Cidades Digitais”, que foi originalmente publicado no iMasters e que hoje está no portal Guia das Cidades Digitais, uma das principais fontes de informações sobre o assunto no Brasil.
Complementando o artigo que escrevi, ainda posso dizer que a inclusão digital da população com o acesso a conteúdos relevantes e a ações educacionais de qualidade, pode inclusive reduzir diversos outros custos, principalmente na área da saúde.
A tendência é que, realmente, a população mundial tenha cada vez mais acesso à Internet, começando pelos países ricos. A questão é também fazer a inclusão digital das pessoas das regiões mais pobres do planeta, para não criarmos um novo problema, uma nova segregação daqueles que não tiverem acesso à internet.
O Governo Brasileiro também parece estar interessado no assunto da inclusão digital, não apenas por meio dos diversos fundos de financiamento com juros subsidiados para esse fim, conforme está no meu artigo, mas também com idéias novas. A mais recente parece ser a “Bolsa Celular”, conforme matéria do IDGNow. O perigo, porém, é a velha tentação que os políticos brasileiros têm no sentido de transformar programas sociais em ferramentas eleitoreiras.
Guia do SCRUM em Português 11/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Gestão.Tags: Agile, Gestão, scrum, software
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Dica do amigo Abu (blogdoabu.blogspot.com) via Twitter (@abuzitos), que indico para aqueles que se interessam por processos de desenvolvimento ágil de software. A SCRUM Aliance publicou o Guia do SCRUM em língua portuguesa: http://www.scrumalliance.org/resources/1146
Para quem já ouviu falar, mas não sabe o que é SCRUM, trata-se de um conjunto de processos de desenvolvimento de software de forma ágil, uma quebra de paradigma em relação aos processos mais “tradicionais”.
Aproveitando o post, esses dias atrás eu voltei para a “fonte” dos processos ágeis de desenvolvimento, revendo o Manifesto Ágil (em português: www.manifestoagil.com.br). Vale a pena reler os princípios determinados entre Kent Beck, Alistair Cockburn, Martin Fowler, Ron Jeffries, entre outros:
Estamos descobrindo maneiras melhores de desenvolver software fazendo-o nós mesmos e ajudando outros a fazê-lo. Através deste trabalho, passamos a valorizar:
1. Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas
2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente
3. Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos
4. Responder a mudanças mais que seguir um planoOu seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.
Após rever essas simples, porém significativas frases, penso em até sugerir um novo nome para os Processos Ágeis de Desenvolvimento de Software: Processos Humanizados de Desenvolvimento de Software.
Redes Sociais também são fonte de informação jornalística 9/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet.Tags: facebook, Jornalismo, orkut, redes sociais, Twitter
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O título acima pode parecer óbvio, uma vez que constantemente vemos nos meios de comunicação notícias falando sobre fatos interessantes (ou nem tanto) ocorridos no universo das Mídias Sociais.
Antes de mais nada, vale esclarecer a diferença entre Redes Sociais e Mídias Sociais: Redes Sociais são conexões ou laços estabelecidos entre pessoas com interesses ou objetivos comuns; Já as Mídias Sociais são sistemas que facilitam e dão suporte à criação e o desenvolvimento de Redes Sociais. Ou seja, uma Rede Social pode ser estabelecida presencialmente, não necessariamente depende de um sistema para acontecer. Por exemplo: os moradores de um Condomínio são uma Rede Social cujo objetivo pode ser manter o bom clima entre os vizinhos e a conservação das áreas comuns do prédio. Caso seja criada um site na internet onde os moradores possam interagir, sugerindo e discutindo idéias, postando e distribuindo informações importante, etc., temos uma Mídia Social.
Esclarecido este ponto, achei muito interessante o post do Blog Idéia 2.0 falando sobre uma pesquisa realizada em diversas mídias sociais. Segundo o estudo, as redes sociais presentes nas diversas mídias (Orkut, Facebook, Twitter, etc.) têm sido cada vez mais utilizadas pelos jornalistas como fonte de pesquisa. Ou seja, mais do que fontes de notícias específicas, os jornalistas estão usando as redes sociais para trabalhar, fazendo pautas, pesquisas, ouvindo pessoas, etc.
Assim, o fato importante é que as Redes Sociais estão deixando de ser notícia, para serem parte importante do trabalho jornalístico. Tudo bem, ainda veremos por muito tempo matérias nos Jornais falando sobre Perfis falsos no Orkut, Difamação no Youtube, novidades como o Twitter (que já não é mais tão novidade assim), etc. Mas é importante sabermos que as Redes Sociais também são fonte de consulta sobre assuntos diversos.
Nesse contexto, as empresas têm uma enorme oportunidade não apenas para criar uma cultura de comunicação direta, informal e honesta com o público presente nas Redes Sociais, mas também para terem suas ações divulgadas nos meios jornalísticos. Ou, em poucas palavras: propaganda positiva e gratuita.
Também sei que este assunto ainda está longe de chegar a um consenso, e muita coisa ainda vai acontecer. Mas, definitivamente, aquelas empresas que perceberem que as pessoas (clientes) têm muito mais força a partir do poder de disseminação de informações das Mídias Sociais, mudando seus processos e a sua cultura, terão muito mais chances de sucesso.
Justiça começa a adotar novas tecnologias, mesmo sem regulamentação 5/Novembro/2009
Posted by rapidoerasteiro in Gestão, Internet, Tecnologia.Tags: Direito, Internet, Justiça, SMS, Tecnologia, Twitter
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Sinal dos tempos. O Direito, uma das áreas profissionais mais resistentes à adoção das novas tecnologias, parece estar mesmo entrando de vez na rede. Depois do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciarem e publicar seus canais no Youtube (www.youtube.com/stf e www.youtube.com.br/CNJ), duas outras notícias que li entre ontem e hoje me chamaram a atenção.
Primeiro, ontem o Supremo Tribunal da Inglaterra enviou pelo Twitter uma ordem judicial. Um detalhe curioso: a ordem judicial em questão considera a notificação de um internauta anônimo que está escrevendo um blog em nome de um advogado inglês. Ou seja: um típico fake blog. O que ainda chama a atenção é a falta de conhecimento das autoridades desse caso na forma da emissão da notificação, já que uma investigação junto ao provedor do Blog poderia auxiliar na identificação do sujeito.
A outra notícia fala sobre um fato ocorrido no Acre, aqui no Brasil: um Juiz Criminal de uma cidade do interior do Estado, que estava viajando fora da sua área de jurisdição, soube que um réu de um dos processos sob sua responsabilidade, preso por não pagamento de pensão alimentícia, havia quitado o respectivo débito. Como no momento não dispunha de Computador nem de Fax, pensou em uma forma rápida de notificar oficialmente a expedição do alvará de soltura do cidadão: enviou um “torpedo” SMS para o Cartório do Fórum (ele ligou antes avisando que enviaria a mensagem), que tomou as medidas cabíveis para executar a ordem. Detalhe: o juiz fez isso para que o réu não passasse o feriado preso.
Segue cópia da mensagem, conforme o site G1:
Sentença:### Pago o débito, declaro extinta a execução. Esta, certificada, deverá servir de alvará em favor do executado. Sem custas e sem honorários. Publique-se. Registre-se. Intimem-se. Arquivem-se. Rio Branco/AC, 30 de outubro de 2009, às 14h24. Edinaldo Muniz dos Santos, Juiz de Direito.”
Tais notícias mostram que o uso das tecnologias da informação e da comunicação é caminho sem volta. Prova disso é que muitos tribunais já se utilizam 100% de digitalização dos documentos dos processos em tramitação, permitindo inclusive protocolação online de documentos por parte dos agentes autorizados (advogados, juízes, servidores, etc.).
Está aí uma boa notícia, que também vem carregada de desafios para os Gestores, principalmente na capacitação das pessoas que irão obrigatoriamente utilizar essas tecnologia, e na segurança necessária para que as informações tenham todo sigilo e idoneidade. Nesse sentido, a Certificação Digital, já disponível para os Advogados e Servidores Públicos, é algo imprescindível mas que ainda precisa ser mais acessível.